O agronegócio de Mato Grosso pode se beneficiar significativamente com a criação do Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil–Bolívia–Pacífico. Esta iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) visa estruturar corredores logísticos que conectem o estado aos portos do Oceano Pacífico, ampliando as opções de exportação e reduzindo custos logísticos.
A portaria que estabelece o programa foi assinada recentemente em Brasília, pelo ministro André de Paula. A ação representa um passo importante na integração regional entre Brasil e Bolívia, com foco em aumentar a competitividade do setor agropecuário.
Mato Grosso: um dos principais beneficiados
Como o maior produtor agropecuário do Brasil e com uma extensa fronteira com a Bolívia, Mato Grosso se destaca como um dos estados que mais se beneficiarão da nova rota. O programa busca diminuir a dependência de rotas tradicionais, que frequentemente enfrentam gargalos logísticos e altos custos de transporte.
A expectativa é que o novo corredor logístico facilite o escoamento de grãos, carnes e outros produtos agroindustriais, especialmente para o mercado asiático, que é um dos maiores compradores da produção brasileira.
Redução de distâncias e custos
O programa também prevê a consolidação da Rota 3/Rondon, que se inicia na região oeste de Mato Grosso e se estende até os portos no Oceano Pacífico, passando pela Bolívia. Essa nova rota pode encurtar distâncias e aliviar a pressão sobre as rotas já existentes, aumentando a eficiência do transporte agropecuário.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, ressaltou que essa iniciativa atende a uma demanda antiga do setor, que busca alternativas logísticas para enfrentar os desafios impostos pela localização geográfica do estado.
Integração e acesso a insumos
Além de facilitar as exportações, o programa também visa fortalecer a cooperação econômica entre Brasil e Bolívia. A nova rota pode facilitar o acesso a insumos estratégicos, como fertilizantes, e estimular investimentos na faixa de fronteira.
Para Tomain, essa integração pode gerar benefícios mútuos, aproveitando a alta tecnologia e capacidade produtiva de Mato Grosso e os insumos que a Bolívia pode oferecer.
Por fim, a implementação do programa dependerá de melhorias na infraestrutura logística, com investimentos já em andamento em Mato Grosso. A continuidade das obras na Bolívia será crucial para garantir a viabilidade do novo corredor até o Pacífico, o que pode transformar a dinâmica do agronegócio na região.











