Nesta segunda-feira, 25 de maio, ocorre um novo júri no caso do assassinato de Henry Borel, com a presença de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, mãe da criança. Ambos são acusados de terem cometido o crime que chocou o Brasil, em março de 2021.
O primeiro julgamento, realizado em 23 de março, foi interrompido quando a defesa de Jairinho pediu adiamento por falta de acesso a provas. Após o pedido ser negado pela juíza Elizabeth Machado Louro, os advogados abandonaram o plenário, resultando na suspensão do processo.
Desdobramentos do Caso
No mesmo dia, a juíza decidiu pela soltura de Monique Medeiros, mas essa decisão foi revertida em 17 de abril pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, que restabeleceu sua prisão preventiva. Monique se entregou à polícia em 20 de abril e retornou ao sistema prisional.
De acordo com a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Jairinho teria agredido Henry até a morte, enquanto Monique teria se omitido de suas responsabilidades. O Ministério Público também alega que Jairinho submeteu a criança a diversas formas de violência em ocasiões anteriores.
As acusações contra Jairinho incluem homicídio qualificado e tortura, enquanto Monique é acusada de homicídio por omissão qualificado. O julgamento desta segunda-feira será conduzido no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro.
A sessão contará com a presença mínima de 15 jurados, que ouvirão primeiro as testemunhas de acusação, seguidas pelas de defesa. O Ministério Público terá até 2h30 para apresentar sua acusação, com a defesa tendo o mesmo tempo para se defender.
Leniel Borel, pai de Henry, expressou sua preocupação com a possibilidade de a defesa de Jairinho abandonar novamente o plenário, o que poderia adiar o julgamento. Ele ressaltou a importância da justiça para a memória de seu filho e para sua família.











