Os terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho resultaram em 3.342 mortes, conforme o balanço divulgado pelo governo no último domingo (5). Esse número representa um acréscimo de 388 vítimas em comparação à atualização anterior. Além disso, 16.740 pessoas ficaram feridas após os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5, considerados os mais fortes registrados recentemente no país.
Embora o governo tenha apresentado esses dados, especialistas e críticos questionam a veracidade das informações. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número de mortos pode ultrapassar 10 mil, dada a intensidade dos tremores e o nível de destruição observado.
O novo levantamento substitui os dados divulgados no sábado (4), quando o governo havia informado 2.954 mortos e 16.592 feridos. A região de La Guaira, que fica próxima à capital Caracas, continua sendo uma das áreas mais afetadas. Equipes de resgate permanecem em busca de desaparecidos nos locais atingidos pelos terremotos.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país não enfrentará uma crise social em decorrência da tragédia. Durante as comemorações do Dia da Independência, ela declarou que “não haverá convulsão social”, ressaltando a solidariedade do povo venezuelano.
A magnitude da tragédia é visível no cemitério La Esperanza, em La Guaira, onde mais de 150 vítimas foram enterradas sem identificação. As sepulturas foram abertas em uma área isolada e marcadas com cruzes brancas, indicando a data da morte: 24 de junho de 2026.
Organizações humanitárias alertam que o sistema de saúde da Venezuela está operando no limite. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 38 hospitais foram danificados, com pelo menos três unidades fora de operação. A situação é agravada pela escassez de profissionais de saúde, muitos dos quais estão desaparecidos sob os escombros, principalmente em La Guaira.











