O inverno de 2026 teve início oficialmente no domingo (21), às 5h24, horário de Brasília. A nova estação, que vai até 22 de setembro, chega com uma forte massa de ar polar, resultando em queda nas temperaturas em várias regiões do Brasil. Especialistas apontam que o início será caracterizado por frio intenso, pouca chuva e condições típicas do período, mas mudanças graduais são esperadas ao longo dos meses, influenciadas pelo El Niño.
Segundo o meteorologista Denis Garcia, as primeiras semanas do inverno devem seguir o padrão habitual, com temperaturas mais baixas e chuvas escassas. Ele explica que algumas frentes frias devem trazer chuvas moderadas e, em seguida, massas de ar frio, com a expectativa de temperaturas mais amenas e períodos de estabilidade no final de junho e início de julho.
No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o inverno também deve apresentar características típicas do período seco, embora as previsões indiquem temperaturas médias ligeiramente acima do normal. O meteorologista William Borges ressalta que episódios de frio ainda ocorrerão, especialmente entre julho e agosto, mas não há previsão de um inverno excepcionalmente rigoroso.
As previsões apontam para um período de estiagem predominante na região, com volumes de chuva próximos ou abaixo da média histórica, concentrando-se na passagem de frentes frias. Além disso, a umidade relativa do ar deve cair, com índices inferiores a 30% entre julho e setembro, o que é considerado alerta para a saúde.
Embora o inverno comece com frio e estabilidade atmosférica, especialistas alertam que o El Niño pode alterar esse cenário. Denis Garcia menciona que os efeitos do fenômeno já são perceptíveis, mesmo antes de sua consolidação. A expectativa é de que, à medida que o fenômeno avance, as temperaturas aumentem gradualmente entre o final de julho e setembro.
As projeções indicam uma alta probabilidade de formação de um episódio de El Niño no segundo semestre de 2026, com chances superiores a 80% a partir do inverno. Assim, o inverno de 2026 deve começar sob influência de massas de ar frio, mas pode terminar com um ambiente mais quente, refletindo os primeiros efeitos do fenômeno climático no Brasil.











