A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram, nesta sexta-feira (11), a cartilha Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos. O material alerta para o avanço da miopia entre crianças e adolescentes e relaciona o problema ao uso excessivo de telas e à pouca exposição à luz natural.
A publicação foi apresentada durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), realizado em Salvador até sábado (12). O conteúdo é voltado a pacientes, familiares, profissionais e organizações das áreas de saúde e educação. A cartilha será distribuída às secretarias de Saúde e Educação de todo o país.
Segundo o CBO, o objetivo é oferecer orientações simples, que possam ser incorporadas à rotina e contribuam para o enfrentamento da miopia. Entre as recomendações estão atividades ao ar livre, como brincadeiras, caminhadas, esportes e contato com a natureza.
A orientação central é que crianças e adolescentes permaneçam pelo menos duas horas por dia ao ar livre. De acordo com o conselho, a exposição à luz natural pode atuar como fator de proteção contra a progressão da miopia, além de reduzir o tempo em ambientes fechados com os olhos fixos, a curta distância, em superfícies como telas de computadores e celulares.
A cartilha também apresenta limites de tempo de tela por faixa etária: nenhum tempo para menores de 2 anos; até uma hora por dia para crianças de 2 a 5 anos; até duas horas para aquelas entre 5 e 10 anos; e até três horas diárias para crianças e adolescentes de 10 a 18 anos.
“Os limites seguem a lógica de que, quanto menor a criança, maior a vulnerabilidade do sistema visual em formação”, recomenda o CBO. O documento também orienta a realização de pausas regulares durante atividades de perto, a manutenção de uma distância adequada dos dispositivos e o uso de proteção solar.
O lançamento ocorreu durante a quinta edição do Projeto Pequenos Olhares CBO, que atendeu cerca de 1 mil crianças e adolescentes durante o congresso. Com a participação de médicos voluntários, a iniciativa ofereceu consultas e exames de diagnóstico, além da distribuição gratuita de óculos para crianças e adolescentes que precisam de lentes de correção.











