A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução contra o embargo unilateral mantido pelos Estados Unidos contra Cuba há quase 27 anos. A proposta recebeu 130 votos favoráveis, incluindo o do Brasil, 17 contrários e 25 abstenções.
O resultado representou o menor apoio ao fim do bloqueio em 30 anos. A redução é atribuída a uma campanha intensa dos Estados Unidos para convencer países aliados a rejeitarem a resolução.
Essa foi a 33ª votação da medida na ONU. Na primeira, em 1992, 59 países votaram a favor do fim do embargo. Entre 2015 e 2017, durante o governo do ex-presidente norte-americano Barack Obama, 191 países apoiaram a resolução — o maior número registrado até hoje. Naquele período, Obama buscou uma reaproximação entre Estados Unidos e Cuba.
O Brasil votou a favor do fim do bloqueio em quase todas as ocasiões. As exceções ocorreram três vezes durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): em 2019, quando votou contra, e em 2021 e 2022, quando se absteve.
Cuba enfrenta um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1960, em retaliação à Revolução Cubana de 1959. Neste ano, o governo de Donald Trump intensificou as sanções contra a ilha, agravando a crise econômica.
Desde então, o país enfrenta escassez de energia, combustível, gás de cozinha, medicamentos e serviços essenciais. A inflação em Cuba cresceu 25% neste ano em comparação com 2025.











