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Operação contra desvio de emendas em Roraima é autorizada por Dino
Imagem: Reprodução
Brasil

Operação contra desvio de emendas em Roraima é autorizada por Dino

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, autorizou uma operação de busca e apreensão para investigar o desvio de aproximadamente 150 milhões de reais em emendas parlamentares nos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima. A ação da Polícia Federal foi realizada nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026.

A decisão de Dino se fundamenta em relatórios de auditoria da Controladoria-Geral da União, que indicam a existência de um esquema envolvendo prefeituras e empresários para fraudar licitações e desviar recursos públicos. As investigações revelaram que Iracema recebeu 55,7 milhões de reais, enquanto São Luiz do Anauá obteve 89,4 milhões de reais.

Impacto das Investigações

Os relatórios apontam para fraudes na execução de contratos, falta de transparência e indícios de lavagem de dinheiro. O caso permanece sob a jurisdição do STF devido à possível participação de políticos com foro privilegiado, o que aumenta a complexidade das investigações.

As emendas auditadas foram destinadas por deputados federais, incluindo Antônio Carlos Nicoletti (PL-RE) e Dr. Hiran (PP-RR), entre outros. Contudo, até o momento, não há indícios de envolvimento direto de senadores ou ministros nesta fase da operação.

Dino destacou a “fragilização deliberada da rastreabilidade” dos recursos, sugerindo que houve tentativas de ocultar a movimentação do dinheiro. O esquema supostamente utilizava contas bancárias mistas, incluindo uma denominada “Gabinete do Prefeito”, para movimentar verbas de emendas distintas.

A falta de transparência também foi um ponto crítico, com planos de trabalho inexistentes ou genéricos na plataforma Transferegov.br e contratos não registrados no Portal Nacional de Contratações Públicas. Essa situação abriu uma “janela estrutural para a captura privada de recursos públicos”, segundo o relator.

O foco da operação é desarticular a simbiose entre a administração pública e o setor privado, que, de acordo com Dino, permitiu que verbas federais bilionárias fossem capturadas para beneficiar um grupo restrito de prefeitos e empresários. As investigações seguem em andamento, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos e recuperar os recursos desviados.

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