O governo dos Estados Unidos anunciou um novo tarifaço de 12,5% sobre produtos brasileiros, mas uma lista de exceções foi divulgada, isentando 471 itens de diferentes categorias. A medida, publicada em 23 de julho de 2026, tem gerado debates sobre suas implicações no comércio bilateral e na economia brasileira.
Entre os produtos que ficaram isentos estão café, madeira, petróleo, gás, fertilizantes e produtos alimentícios, como derivados do açaí e suco de laranja. Essa escolha reflete a importância estratégica desses itens para a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Impacto nas Exportações Brasileiras
Além das isenções, o novo tarifaço será cumulativo com uma sobretaxa de 25% que já estava em vigor, resultando em uma tarifa total de 37,5% para os produtos que não estão na lista de exceções. As novas taxas entrarão em vigor à 0h01 de 24 de julho, horário de Washington, o que pode afetar significativamente as exportações brasileiras.
O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula (PT), manifestou sua oposição à medida. Em nota, o governo acusou o USTR de manipular questões relacionadas aos direitos humanos e prometeu intensificar os esforços para acionar mecanismos legais previstos na Lei de Reciprocidade.
A gestão Lula destacou que o Brasil tem um histórico de compromisso no combate ao trabalho forçado, sendo reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e signatário de 66 convenções, em contraste com os 10 acordos ratificados pelos Estados Unidos.
O governo brasileiro já iniciou os trâmites para levar o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC, buscando contestar as tarifas consideradas arbitrárias e injustificadas. A situação gera incertezas para os exportadores e pode impactar a economia nacional.











