Paris vive uma mudança na relação dos moradores com a atividade física. Durante a última semana de alta-costura, em julho, foi possível observar uma quantidade surpreendente de franceses correndo no fim da tarde pelas margens do rio Sena, mesmo sob temperaturas de 38°C.
As mulheres usavam calças e tops em looks monocromáticos, enquanto os homens corriam de camiseta. Ao lado deles, grupos de amigos comiam queijos e bebiam cerveja ou vinho enquanto acompanhavam o pôr do sol. A cena contrasta com a imagem tradicional da capital da boemia, conhecida pela convivência com fumantes e pelas conversas regadas a vinho.
Uma reportagem do Financial Times destacou que academias e estúdios de fitness se multiplicaram em Paris nos últimos anos. O mercado francês de fitness movimenta cerca de € 2,4 bilhões e é o terceiro maior da Europa, atrás dos mercados da Alemanha e do Reino Unido.
A corrida também se tornou um fenômeno na região parisiense. As competições cresceram 23% entre 2024 e 2025, enquanto a Meia Maratona de Paris de 2026 teve suas 48 mil vagas esgotadas em apenas um dia.
O movimento, porém, segue uma lógica diferente do modelo americano. Os franceses não necessariamente acordam às 5h, fazem treinos intensos e passam o dia falando sobre performance. A proposta valoriza o equilíbrio entre exercício, alimentação de qualidade, ingredientes orgânicos, vegetais da estação e um vinho natural.
A estética também ocupa espaço importante nessa nova cultura de bem-estar. Em Paris, academias e spas buscam oferecer ambientes bonitos, sofisticados e agradáveis. Entre os endereços que representam essa tendência estão o Dior Spa Cheval Blanc, o Sant Roch e a La Montgolfière.
Localizado diante da Pont Neuf, às margens do Sena, o Dior Spa Cheval Blanc é apresentado como uma das expressões mais sofisticadas desse movimento. O hotel oferece uma vista privilegiada de Paris, com possibilidade de avistar a Torre Eiffel e a Catedral de Notre-Dame. A visita pode ser combinada com um brunch no Le Tout-Paris, no sétimo andar, que tem terraço panorâmico e petiscos.
Projetado por Peter Marino, o spa foi concebido como um apartamento parisiense inspirado no universo Dior. Madeiras, pedras naturais, obras e objetos ligados à história da Maison criam um ambiente semelhante ao de uma residência sofisticada. Na Galerie Dior, a rosa aparece como um dos elementos centrais, enquanto o Salon reúne lareira, poltronas, livros e porcelanas.
Os tratamentos são realizados em seis suítes — Bonheur, New Look, Bonne Étoile, Sauvage, Mitzah e Granville —, todas inspiradas em diferentes aspectos da Maison e equipadas com banheiro privativo. Entre as opções está o Massage Holistique, criado pelo especialista em energia Guillaume Valmage, que combina movimentos de diferentes tradições de wellness e propõe uma reconexão entre corpo e mente. Também há tratamentos faciais com a linha Prestige da Dior.
No 1º arrondissement, o Sant Roch aposta na chamada contrast therapy, com a alternância entre saunas que chegam a 90°C e banhos frios mantidos entre 5°C e 10°C. Inspirado na tradição dos banhos coletivos, o espaço combina recuperação física, encontro e reconexão. As sessões podem ser livres ou incluir rituais guiados. Em 2026, os celulares devem permanecer nos armários.
Já a La Montgolfière apresenta o conceito de “Social Sports Club”. No espaço, musculação, exercícios cardiovasculares, boxe, yoga e Pilates dividem lugar com sauna, hammam, restaurante, café, eventos e áreas de trabalho. A unidade Lamarck, no 18º arrondissement, ocupa cinco andares e reúne um café-restaurante com estrutura de áudio inspirada em um listening bar, além de um espaço para clientes trabalharem. Assim, é possível treinar, trabalhar, almoçar e terminar o dia ouvindo música ou encontrando amigos sem deixar o clube.











