O pastejo diferido tem se destacado na pecuária brasileira como uma solução eficaz para reduzir custos e garantir alimento ao rebanho durante a seca. Com a chegada do período de estiagem, muitos pecuaristas buscam alternativas que não comprometam a produção e a saúde animal, e essa técnica vem se consolidando como uma das principais estratégias no setor.
A prática do pastejo diferido consiste em vedar áreas de pastagem durante o período chuvoso, permitindo o acúmulo de forragem que será utilizada nos meses de menor disponibilidade. Essa abordagem é especialmente relevante em regiões onde a escassez de chuvas afeta a produtividade das pastagens e eleva os gastos com suplementação alimentar.
Planejamento é Fundamental
Para que o pastejo diferido seja bem-sucedido, o planejamento deve ser iniciado meses antes da seca. A escolha das áreas a serem vedadas, a seleção das cultivares forrageiras e a avaliação das condições do solo são cruciais. Um manejo adequado pode aumentar a eficiência do uso do pasto e garantir a saúde do rebanho.
Robson Luiz Slivinski Dantas, técnico da Nossa Lavoura, destaca que a técnica pode resultar em uma economia significativa nos custos com alimentação. Durante a seca, o custo dos volumosos pode variar entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por quilo, enquanto o pastejo diferido utiliza forragem produzida na própria propriedade, permitindo uma redução de 40% a 60% nas despesas.
Além da economia, o pastejo diferido contribui para a sustentabilidade da pecuária, favorecendo a conservação do solo e a recuperação das pastagens após o retorno das chuvas. Essa prática não apenas melhora a saúde do rebanho, mas também libera recursos financeiros para outros investimentos na propriedade.
Escolha do Capim e Manejo Adequado
A escolha das gramíneas para o pastejo diferido é essencial para o sucesso do sistema. Espécies como Brachiaria brizantha e Capim-tifton 85 são recomendadas por sua capacidade de acúmulo de biomassa e adaptação às condições climáticas. Um manejo correto, que inclui vedação na altura ideal e adubação adequada, é fundamental para evitar perdas e garantir a produtividade.
Entretanto, falhas no manejo, como vedação fora da época ideal e falta de controle de pragas, podem comprometer a eficácia do pastejo diferido. Dantas alerta que, mesmo com a técnica, a qualidade nutricional do pasto pode cair durante a seca, tornando a suplementação proteica e mineral indispensável para manter o desempenho do rebanho.
A Nossa Lavoura estará presente na Rondônia Rural Show 2026, que ocorrerá de 25 a 30 de maio, em Ji-Paraná (RO). O evento será uma oportunidade para os pecuaristas conhecerem soluções voltadas para pastagem e nutrição animal, além de contarem com orientações sobre manejo eficiente durante o período seco.











