A Polícia Federal (PF) encontrou mensagens com conteúdo violento no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso nesta terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A operação investiga fraudes em contratos da Secretaria de Educação do estado do Rio de Janeiro.
As mensagens foram obtidas por meio de interceptações autorizadas judicialmente e revelam diálogos entre Rangel e outros envolvidos no esquema de desvios. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a deflagração da operação com base nas evidências coletadas.
Conteúdo das Mensagens
Uma das mensagens, enviada em 2021, mostra Rangel sugerindo a Fábio Pourbaix Azevedo, seu braço direito, que “mandasse uma surpresa” a um crítico identificado como Felipe. O deputado, então vereador, afirmou que iria “dar jeito nele” e pediu para descobrir o endereço do homem.
Outra conversa, datada de 2022, revela um planejamento de ataque a uma pessoa não identificada. Fábio mencionou que a hora do alvo estava chegando, enquanto Rangel expressou seu entusiasmo de forma agressiva, indicando um possível ato violento.
Além das mensagens, a PF também encontrou uma foto de maços de dinheiro no celular de Rangel. A imagem foi enviada por Luis Fernando Passos, que informou ao deputado sobre a assinatura de um contrato. A mensagem que acompanhava a foto dizia: “Guardado”.
A defesa do deputado Thiago Rangel se manifestou, negando qualquer prática ilícita e afirmando que o parlamentar prestará os esclarecimentos necessários. Os advogados ressaltaram que conclusões antecipadas são indevidas sem o conhecimento completo dos elementos da investigação.
As investigações continuam, e novas informações podem surgir à medida que a PF avança na apuração dos fatos. A situação permanece em desenvolvimento, e a sociedade aguarda mais esclarecimentos sobre o caso.











