A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou, nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, o pedido do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, para firmar um acordo de delação premiada. Costa é investigado por sua suposta participação em um esquema criminoso relacionado à venda de carteiras fictícias do Banco Master ao BRB.
No pedido, Paulo Gonet, advogado de Costa, argumentou que o acordo poderia ajudar a esclarecer o processo, apresentando informações que levassem à identificação de autores de infrações penais e à devolução de valores obtidos de forma ilícita. No entanto, a PGR considerou a proposta de Costa como de “reduzida utilidade” e “débil eficácia”, apontando que não traz novidades em relação às informações já coletadas pelos investigadores.
Desdobramentos da Investigação
Além disso, a PGR não recebeu informações sobre o valor que Costa estaria disposto a ressarcir, o que pode ter contribuído para a negativa do acordo. O ex-presidente do BRB havia protocolado uma petição no início do mês, onde reclamava que suas tentativas de colaborar com as investigações foram ignoradas.
O caso de Costa é comparado ao de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, que conseguiu firmar um acordo de confidencialidade com a Polícia Federal e a PGR. Entretanto, Vorcaro também hesita em delatar seus aliados, o que resultou em negativas às suas propostas de colaboração.
Atualmente, Costa se encontra custodiado na Papudinha, local que também abriga Vorcaro, que foi transferido para lá nesta quinta-feira. A situação dos dois ex-executivos levanta questões sobre a eficácia das delações premiadas e a colaboração com as autoridades em investigações de grande repercussão.
O desfecho desse caso pode ter implicações significativas para o sistema financeiro e para a confiança da população nas instituições. A continuidade das investigações e a eventual colaboração de outros envolvidos poderão trazer novos elementos à tona, impactando diretamente a percepção pública sobre a corrupção no setor bancário.











