A influenciadora Lara Daniella de Oliveira Cruz, conhecida como “Pocahontas do Crime”, foi detida na Operação Black Card, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal. A operação visa desmantelar uma organização criminosa envolvida em fraudes eletrônicas, invasão de sistemas e lavagem de dinheiro. A ação foi coordenada pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais.
No dia 30 de outubro, os investigadores cumpriram 18 mandados judiciais, incluindo sete prisões temporárias e onze buscas. A polícia revelou que o grupo tinha uma estrutura organizada, com funções bem definidas entre os membros, o que demonstra um alto nível de sofisticação tecnológica para a prática dos crimes.
As investigações indicam que a organização recrutava pessoas para ceder contas bancárias e abrir empresas de fachada, utilizadas para movimentar e ocultar dinheiro obtido de maneira ilícita. Os criminosos falsificavam documentos e abriam contas em nome de terceiros, além de sequestrar linhas telefônicas para acessar aplicativos bancários e realizar transferências.
A Polícia Civil apreendeu diversos equipamentos, como celulares e computadores, que auxiliarão nas investigações. Segundo o delegado responsável, a organização usava redes sociais para recrutar novos membros e se aproveitava de plataformas de apostas ilegais para atrair vítimas e colaboradores.
Os envolvidos podem enfrentar diversas acusações, incluindo organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação faz parte de um conjunto de ações da Polícia Civil para combater crimes cibernéticos e financeiros que utilizam tecnologia para obter vantagens ilícitas.
A movimentação financeira de Lara Daniella, que não condizia com sua renda declarada, levantou suspeitas. Um dos membros do grupo movimentou R$ 400 mil em 2023, mesmo sendo beneficiário do Bolsa Família. A polícia também encontrou grandes quantias em dinheiro e armas entre os bens dos investigados.
A defesa de Lara Daniella afirmou que ela já responde ao processo em liberdade e está colaborando com as investigações, pedindo respeito ao princípio da presunção de inocência e criticando a antecipação de julgamentos pela opinião pública.











