Os preços da arroba do boi gordo voltaram a subir no final de maio, impulsionados pelo aumento das exportações de carne bovina e pela oferta restrita de animais prontos para abate. Essa recuperação é um alívio para os pecuaristas, que enfrentaram um cenário desafiador nas últimas semanas.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado começou a mostrar sinais de recuperação após uma queda inicial no mês. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, que havia superado os R$ 350 por arroba, caiu para a faixa dos R$ 340, mas já apresenta uma leve alta, encerrando a terça-feira (26) cotado a R$ 347,80.
Exportações de carne bovina sustentam o mercado interno
As exportações têm sido um fator crucial para a valorização do boi gordo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que, até o momento, o Brasil já exportou mais de 200 mil toneladas de carne bovina in natura em maio. Essa média diária de 13,565 mil toneladas é significativamente maior do que a registrada no mesmo mês do ano passado.
Se o ritmo de exportação se mantiver, o país pode alcançar um novo recorde histórico, superando 270 mil toneladas até o final do mês. Esse desempenho positivo no mercado externo é um indicativo de que a carne brasileira continua a ser valorizada internacionalmente.
Oferta restrita de animais contribui para valorização da arroba
A oferta limitada de bovinos prontos para abate também está ajudando a sustentar os preços. Frigoríficos enfrentam dificuldades para aumentar a escala de abate em várias regiões, o que reduz a pressão sobre os preços da arroba e permite ajustes pontuais.
Além disso, as condições climáticas e a evolução das pastagens são fatores a serem observados, especialmente com a aproximação do período de seca. Essa transição pode impactar a disponibilidade de animais para comercialização no segundo semestre, influenciando ainda mais o mercado.
Para os produtores rurais, essa valorização pode significar uma oportunidade de recuperação financeira, enquanto os consumidores devem estar atentos às possíveis variações nos preços da carne nos próximos meses. A dinâmica do mercado continua a ser influenciada por fatores internos e externos, refletindo a complexidade do agronegócio brasileiro.











