O preço do frango vivo no Brasil apresentou queda nas últimas semanas, reflexo do excesso de oferta nas principais regiões produtoras. Essa situação, embora preocupante para os produtores, ocorre em um contexto onde as exportações de carne de frango brasileiras estão em ascensão, com um crescimento superior a 70% em julho.
De acordo com a análise da Safras & Mercado, a ampla disponibilidade de aves para abate está pressionando os preços pagos aos produtores. Em estados como Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, os preços do frango vivo caíram significativamente, o que pode impactar a rentabilidade dos avicultores.
Impacto do Excesso de Oferta no Mercado Interno
O excesso de oferta é o principal fator que tem pressionado os preços do frango vivo. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o preço caiu de R$ 5,20 para R$ 4,85 por quilo. Essa tendência se repete em outras regiões, como Goiás e Minas Gerais, onde os preços também apresentaram quedas expressivas.
No entanto, o mercado de atacado se manteve estável, com cortes de frango congelados apresentando preços constantes. Essa estabilidade no atacado é um sinal positivo, pois pode indicar um equilíbrio entre oferta e demanda, essencial para a recuperação dos preços no futuro.
Exportações em Alta e Perspectivas para o Setor
As exportações de carne de frango do Brasil começaram julho com um forte crescimento, com 75,297 mil toneladas embarcadas nos primeiros dias do mês. Esse desempenho representa um aumento significativo em relação ao ano anterior, o que é um bom sinal para a economia do setor avícola.
O Brasil, livre de casos de Influenza Aviária na avicultura comercial, mantém uma posição competitiva no mercado internacional. A combinação de um status sanitário favorável e a crescente demanda externa pode ajudar a mitigar os efeitos da queda dos preços internos.
Com a expectativa de uma possível redução no alojamento de pintos nos próximos meses, o setor avícola pode encontrar um caminho para equilibrar a oferta e a demanda. Isso, aliado ao crescimento das exportações, pode proporcionar um cenário mais otimista para os produtores brasileiros no segundo semestre.











