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Preço do leite UHT sobe 20% no Sudeste e afeta a cesta básica
Imagem: Reprodução
Agro

Preço do leite UHT sobe 20% no Sudeste e afeta a cesta básica

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O preço do leite UHT disparou mais de 20% no Sudeste em abril, impactando diretamente a cesta básica e a economia das famílias brasileiras. Um levantamento da Neogrid revelou que o aumento foi impulsionado pela redução na oferta de matéria-prima, refletindo um cenário desafiador para o agronegócio.

O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” mostrou que o preço médio do leite UHT subiu 18,3% no Brasil, passando de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril. Na região Sudeste, essa alta foi ainda mais acentuada, alcançando 20,19%, o que representa uma pressão significativa sobre o orçamento das famílias.

Menor captação de leite e suas consequências

A escalada dos preços do leite está diretamente ligada à diminuição da produção nacional. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) indicou uma queda de 3,9% na coleta entre fevereiro e março, totalizando uma redução de 11,1% no primeiro trimestre de 2026. Essa situação é preocupante para os produtores, que enfrentam margens apertadas.

Fatores como a escassez de pastagens e a cautela dos produtores em relação aos custos têm contribuído para essa diminuição na oferta. Essa combinação de oferta reduzida e demanda constante elevou os preços dos lácteos, tornando o leite um dos principais responsáveis pela inflação alimentar do mês.

Além do leite, outros itens essenciais também apresentaram aumentos significativos em abril. Queijos, feijão e legumes tiveram altas que variaram entre 2% e 2,4%, refletindo um cenário de inflação generalizada nos produtos alimentícios.

Expectativas para o futuro do mercado

A expectativa para os próximos meses é de que a volatilidade persista, especialmente em produtos que dependem das condições climáticas e da oferta agrícola. Os produtos lácteos e hortifrúti devem continuar a ser monitorados de perto, pois suas flutuações impactam diretamente o custo de vida das famílias.

Por outro lado, categorias industrializadas e algumas proteínas podem apresentar maior estabilidade, favorecidas pela concorrência no varejo e pela acomodação dos custos de produção. O comportamento desses mercados será crucial para entender a inflação dos alimentos ao longo de 2026.

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