O mercado de suínos no Brasil enfrenta um momento desafiador, com os preços do suíno despencando ao menor nível em quase 14 anos. Em maio de 2026, a combinação de demanda interna fraca e a desaceleração das exportações resultou em uma queda acentuada nas cotações, impactando diretamente os produtores rurais.
Na região SP-5, que abrange cidades como Campinas e São Paulo, o preço médio do suíno vivo atingiu patamares históricos baixos, refletindo uma desvalorização de 40,7% desde o final de 2025. Essa situação gera preocupação entre os suinocultores, que enfrentam dificuldades para manter a rentabilidade de suas atividades.
Exportações em alta, mas com desafios internos
Apesar da pressão sobre os preços internos, as exportações de carne suína continuam a ser um ponto positivo para o setor. Em maio, o Brasil exportou 127,9 mil toneladas de carne suína, um volume recorde para o mês, embora 7,5% inferior ao de abril. Essa performance destaca a importância da carne suína brasileira no mercado internacional.
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram um crescimento de 8,8% nas exportações em comparação a maio de 2025. Isso indica que, mesmo com os desafios internos, a carne suína brasileira mantém sua competitividade no exterior.
Por outro lado, os suinocultores enfrentam um aumento nos custos de produção, especialmente em relação ao milho e ao farelo de soja. A relação de troca entre o preço do suíno e os insumos caiu, dificultando ainda mais a situação financeira dos produtores.
Competitividade da carne suína no mercado
A queda nos preços da carne suína também trouxe uma nova dinâmica ao mercado consumidor. Com a carne suína se tornando uma opção mais acessível em comparação à carne bovina, o consumo tende a aumentar, beneficiando o setor. Em maio, a carcaça especial suína foi negociada a R$ 8,67 por quilo, o que representa a menor cotação em termos reais desde 2018.
Essa competitividade pode ajudar a equilibrar a balança para os produtores, especialmente se a demanda interna se recuperar. A expectativa é que, com a melhora do consumo e a continuidade das exportações, os preços possam se estabilizar nos próximos meses.
O cenário atual exige atenção dos produtores e das autoridades do setor, que devem monitorar de perto as condições de mercado e buscar soluções que garantam a sustentabilidade da suinocultura brasileira. A recuperação do setor depende de um equilíbrio entre a oferta e a demanda, tanto no mercado interno quanto no externo.











