O preço do trigo no Brasil se mantém firme, impulsionado pela oferta restrita da safra velha e pela baixa liquidez no mercado. A combinação de uma disponibilidade limitada e uma demanda moderada dos moinhos tem sustentado as cotações, especialmente para os lotes de melhor qualidade.
De acordo com especialistas, a situação atual do mercado é caracterizada por uma escassez de trigo de qualidade superior. Essa falta de produto tem mantido os preços elevados, mesmo com a redução do volume de negociações, típico do período de entressafra.
Estabilidade nas negociações do Paraná
No Paraná, as cotações do trigo apresentaram pouca variação, com preços entre R$ 1.450 e R$ 1.500 por tonelada CIF moinho. No entanto, as transações na faixa superior têm sido limitadas pela resistência dos compradores, refletindo a cautela do mercado.
Para lotes de qualidade superior destinados ao Norte do Estado, os preços variaram entre R$ 1.530 e R$ 1.550 por tonelada CIF. Apesar de uma leve queda de 0,7% na média dos preços FOB, o mercado paranaense acumula uma valorização de 19% em 2026, evidenciando a firmeza das cotações ao longo do ano.
Desafios no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a situação é ainda mais crítica, com uma forte restrição de oferta de trigo com baixos níveis de DON, uma característica valorizada pela indústria moageira. Os preços no interior do estado variam entre R$ 1.300 e R$ 1.330 por tonelada FOB, enquanto lotes com problemas de qualidade são negociados com descontos significativos.
A necessidade de importações e a recuperação das cotações nas bolsas internacionais também têm influenciado o mercado. O câmbio elevado e a baixa disponibilidade de trigo de alta qualidade impedem uma queda acentuada dos preços, mesmo com a liquidez reduzida nas negociações.
Expectativas para o futuro do mercado
As perspectivas para o mercado de trigo indicam que as negociações continuarão limitadas nas próximas semanas. Produtores e compradores permanecem distantes na formação de preços, enquanto todos acompanham o desenvolvimento das lavouras da nova safra.
Até que a nova safra se estabeleça, a combinação de oferta restrita e demanda cautelosa deverá continuar sustentando os preços do trigo no Brasil, especialmente para os lotes de melhor qualidade. Essa situação impacta diretamente tanto os produtores quanto os consumidores, refletindo na economia regional e na cadeia produtiva do setor.











