Preço do trigo no Brasil: oferta restrita e câmbio valorizado
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Agro

Preço do trigo no Brasil: oferta restrita e câmbio valorizado

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O preço do trigo no Brasil se mantém sustentado devido à oferta restrita e ao câmbio valorizado, fatores que impactam diretamente a produção rural e a economia do setor. A baixa disponibilidade da safra velha tem elevado os custos de reposição do cereal importado, limitando movimentos de valorização no mercado interno.

Segundo análise da Safras & Mercado, a comercialização do trigo segue lenta, com negociações concentradas em compras pontuais pelos moinhos. Produtores e detentores de estoques estão firmes em suas posturas, dificultando a ampliação das aquisições sem um aumento significativo nos preços.

Oferta reduzida e preços estáveis

A escassez da safra 2025/26 é o principal fator que sustenta os preços do trigo no Brasil. Com os estoques cada vez mais limitados, os compradores enfrentam dificuldades para adquirir maiores volumes, o que mantém as cotações elevadas.

No mercado físico, os preços apresentaram pouca variação. No Paraná, principal estado produtor, as referências estão em torno de R$ 1.430 por tonelada FOB, enquanto no Rio Grande do Sul, os negócios giram em torno de R$ 1.355 por tonelada FOB.

Durante a semana, o dólar variou entre R$ 5,09 e R$ 5,18, o que elevou os custos das importações e ajudou a manter a competitividade do trigo nacional. Apesar da oferta restrita, o trigo argentino continua a limitar os avanços das cotações no Brasil.

As principais praças consumidoras do país registraram estabilidade nos preços. Em Curitiba, o preço está em R$ 1.460 por tonelada, enquanto em São Paulo, chega a R$ 1.647 por tonelada. Na comparação mensal, os preços acumulam avanços entre 0,6% e 4,4%, refletindo a menor disponibilidade de produto no mercado interno.

Com a transição entre a safra velha e a nova, o setor está atento às condições climáticas e ao desenvolvimento das lavouras. Se as condições forem favoráveis, a nova safra pode aumentar a oferta e pressionar os preços a partir do último trimestre do ano.

Em resumo, o mercado de trigo brasileiro opera em um equilíbrio delicado, entre a oferta interna reduzida e a competitividade do trigo importado. Produtores e agentes da cadeia devem monitorar de perto o comportamento do câmbio e o ritmo das importações, pois esses fatores definirão a trajetória dos preços nos próximos meses.

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