O partido do primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinian, conquistou uma vitória significativa nas eleições legislativas, consolidando a guinada do país em direção ao Ocidente. Os resultados preliminares, divulgados nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, indicam que a Armênia está se distanciando da influência russa, apesar das ameaças de Moscou.
Nos últimos anos, Pashinian tem trabalhado para reduzir a dependência da Armênia em relação à Rússia, enquanto fortalece os laços com a União Europeia e os Estados Unidos. Essa mudança de orientação é vista como um passo importante para o futuro político e econômico do país.
Pashinian celebrou a “vitória histórica” de seu partido, que promete garantir o desenvolvimento e a prosperidade da Armênia. Ele reafirmou seu compromisso com a aproximação ao Ocidente, ao mesmo tempo em que busca manter relações com Moscou.
Reações internacionais
A Rússia, que tem sido acusada de interferência nas eleições, expressou descontentamento com a situação. O Kremlin denunciou as “pressões” sobre a oposição e a influência da União Europeia no processo eleitoral. Em contrapartida, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou apoio à Armênia, destacando que o país está se aproximando cada vez mais da Europa.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também se posicionou a favor da Armênia, reforçando o desejo de acompanhar a transição do país em direção à Europa. O partido de Pashinian, Contrato Civil, obteve 49,8% dos votos, superando a aliança Armênia Forte, que recebeu 23,3% dos votos.
A taxa de participação eleitoral foi de 59%, e o clima político permanece tenso, com acusações de irregularidades e repressão por parte da oposição. O Comitê de Investigação da Armênia já abriu processos penais por supostas violações eleitorais, refletindo a polarização no cenário político.
A relação entre Armênia e Rússia continua complexa, com Pashinian criticando a falta de apoio russo durante conflitos recentes, como a perda de Nagorno-Karabakh. Essa situação levou o primeiro-ministro a congelar a participação da Armênia em alianças regionais lideradas por Moscou e a considerar a adesão à União Europeia.
As tensões entre a Armênia e a Rússia podem ter repercussões diretas para o Brasil, especialmente em áreas como comércio e diplomacia. A mudança de alinhamento da Armênia pode influenciar a dinâmica geopolítica na região do Cáucaso, afetando as relações internacionais que também envolvem o Brasil.











