A produção de tabaco no Paraná alcançou um recorde na safra de 2026, totalizando 213,7 mil toneladas. Esse resultado representa um crescimento de 7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 199,7 mil toneladas, conforme dados do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral).
O aumento na produção é impulsionado pela expansão da área cultivada, que atingiu 86,8 mil hectares, o maior nível já registrado no estado. Essa tendência de crescimento contínuo se mantém há cinco safras consecutivas, consolidando o Paraná como um dos principais polos produtores de tabaco do Brasil.
Expansão da área impulsiona novo recorde de produção
A ampliação da área plantada é o principal fator que sustentou o recorde de produção. Com mais espaço disponível para cultivo, a safra se mostrou robusta, mesmo diante de oscilações climáticas e variações regionais de produtividade.
Embora a produção tenha sido positiva, os preços do tabaco recuaram durante o período de maior comercialização. Em maio, o preço médio do quilo do tabaco tipo estufa foi de R$ 18,71, uma queda de 3% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando a média era de R$ 19,22.
Cadeia integrada garante estabilidade ao produtor
Apesar da leve redução nos preços, a cultura do tabaco continua sendo uma das atividades mais competitivas para pequenos produtores no Paraná. O sistema de integração produtiva, característico da cadeia do tabaco, oferece estabilidade econômica e previsibilidade de comercialização.
O resultado da safra 2026 reforça o avanço estrutural da cultura no estado, sustentado pela ampliação da área cultivada. Para os próximos ciclos, o mercado deve se manter atento ao equilíbrio entre oferta e demanda, além das dinâmicas de preços durante os períodos de maior comercialização.











