O PT decidiu lançar o vice-governador Felipe Camarão como candidato ao governo do Maranhão, revertendo a aliança previamente planejada com o PSD. A decisão, que conta com o aval do presidente Lula, deve ser anunciada oficialmente nos próximos dias.
A mudança de estratégia ocorre em meio a tensões internas e dificuldades para firmar acordos no estado. A pré-candidatura de Eduardo Braide, do PSD, perdeu apoio após a escolha de sua vice, a empresária Elaine Carneiro, que é associada a figuras políticas controversas.
Desdobramentos da Aliança
A aliança entre PT e PSD foi considerada diante da necessidade de fortalecer a presença do partido nas eleições. Em 2022, o PT havia firmado um compromisso com o governador Carlos Brandão, que previa sua candidatura ao Senado, permitindo que Camarão fosse seu sucessor.
No entanto, o cenário mudou quando Brandão começou a articular a candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão, ao governo. Essa movimentação gerou um impasse que chegou ao conhecimento de Lula, que tentou mediar a situação sem sucesso.
Com a nova candidatura de Camarão, o PT busca consolidar sua posição no Maranhão. Além dele, a senadora Eliziane Gama, que se filiou ao partido, é esperada na chapa para disputar a reeleição.
A segunda vaga para o Senado ainda está indefinida, com o nome de Weverton Rocha, do PDT, sendo considerado por dirigentes locais. A expectativa é que a definição da chapa petista traga novas dinâmicas para a corrida eleitoral no estado.











