A Renault abriu as reservas na Índia para uma versão híbrida plena do Duster, com consumo anunciado de até 29 km/l de gasolina. Segundo o Motor1, o modelo usa a terceira geração do SUV, desenvolvida especificamente para o mercado indiano, e incorpora equipamentos e parte da motorização do Renault Boreal.
O sistema híbrido é o E-Tech e combina um motor 1.8 aspirado de quatro cilindros a gasolina com dois motores elétricos. Um deles atua como gerador e entrega 20 cv, enquanto o outro, de 49 cv, é responsável por movimentar as rodas. A potência combinada chega a 160 cv, com torque de 17,5 kgfm.
A bateria tem capacidade de 1,4 kWh e é recarregada pelo próprio sistema, sem necessidade de conexão a uma tomada. O conjunto utiliza um câmbio automático que gerencia o funcionamento dos motores a combustão e elétricos, permitindo que o Duster rode somente com eletricidade em determinadas situações.
De acordo com a Renault, o SUV pode percorrer até 80% do tempo de condução urbana usando apenas energia elétrica. O funcionamento é favorecido pela recuperação de energia nas frenagens e pelo desligamento do motor a combustão em velocidades mais baixas.
O consumo de 29 km/l foi homologado pelo ciclo indiano ARAI, que adota critérios diferentes dos utilizados pelo Inmetro no Brasil. O lançamento do Duster híbrido na Índia está previsto para 17 de outubro, mas os preços e as versões ainda não foram divulgados.
A expectativa é que a configuração híbrida fique acima das opções atuais com motores 1.0 e 1.3 turbo, que custam entre 1.049.000 e 1.869.000 rúpias, valores equivalentes a aproximadamente R$ 54,3 mil e R$ 96,7 mil em conversão direta.
No Brasil, a Renault prepara uma estratégia diferente para a eletrificação. A tecnologia Hybrid E-Tech 4×4 flex deve estrear no Boreal e na picape Niagara ao longo de 2027. A fabricante confirmou em setembro a nacionalização do sistema, que combina o motor 1.3 turbo a uma solução elétrica de 48 volts compatível também com etanol.
Nessa configuração, um motor elétrico de 31 cv e 8,9 kgfm será instalado no eixo traseiro e alimentado por uma bateria de 0,84 kWh. Diferentemente de sistemas híbridos leves convencionais, a tecnologia poderá movimentar as rodas traseiras, oferecer tração integral sem conexão mecânica entre os eixos e permitir que o veículo rode por alguns momentos com o motor a combustão desligado.
Os planos da Renault para o mercado brasileiro também incluem um novo SUV desenvolvido em parceria com a Geely. O modelo utilizará a plataforma GEA, que já serve de base para o EX5 EM-i híbrido plug-in, e deverá ser produzido em São José dos Pinhais (PR) a partir de 2027. Ainda não está definido o posicionamento do veículo na linha da marca nem se ele substituirá ou conviverá com o Duster.











