O polimetilmetacrilato (PMMA) foi oficialmente banido para uso médico em procedimentos estéticos no Brasil. A decisão, tomada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), visa proteger a saúde dos pacientes, após a identificação de graves sequelas associadas ao uso do material em preenchimentos na pele.
A partir de 2 de junho de 2026, a resolução nº 2.461/2026 proíbe o uso injetável do PMMA, que pode causar reações adversas como alergias, inchaços e até necrose. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, enfatizou a importância dessa medida para a segurança da população.
Entendendo o PMMA
O PMMA é um polímero plástico que, quando injetado, atua como um preenchedor definitivo. Ele é utilizado em procedimentos estéticos, mas sua comercialização deve ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proibição do CFM se aplica exclusivamente a médicos, enquanto outras profissões não estão abrangidas pela resolução.
Os riscos associados ao PMMA incluem reações inflamatórias crônicas e dificuldades na remoção do material após complicações. A cirurgiã plástica Graziela Bonin alertou que a remoção pode resultar em cirurgias mutilantes, com a necessidade de retirar áreas saudáveis de tecido.
Exceções e regulamentações
A única exceção à proibição é o uso do PMMA para tratar lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, que deve ser realizado em unidades de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa técnica foi incorporada pelo Ministério da Saúde em 2004 e segue rigorosos protocolos clínicos.
O CFM já havia solicitado à Anvisa o banimento total do PMMA em 2025, citando mortes relacionadas ao uso do material por profissionais não médicos. Apesar disso, a Anvisa defende que o produto é seguro quando utilizado conforme as diretrizes estabelecidas.
O futuro do PMMA
O CFM planeja se reunir novamente com a Anvisa para discutir a proibição do PMMA, exceto em casos específicos. A Anvisa, por sua vez, reafirma que o uso do PMMA deve ser restrito a profissionais médicos qualificados, garantindo que os pacientes estejam cientes dos riscos envolvidos.
Com a proibição do PMMA, é importante que os pacientes busquem alternativas seguras e eficazes para procedimentos estéticos. A conscientização sobre os riscos e a escolha de profissionais habilitados são fundamentais para garantir a saúde e a segurança durante esses tratamentos.











