O resultado final do segundo turno presidencial no Peru, onde Roberto Sánchez lidera por uma margem estreita sobre Keiko Fujimori, pode levar mais de duas semanas para ser conhecido. A informação foi confirmada pelo chefe da autoridade eleitoral do país, que destacou a complexidade da apuração.
Com 96% das atas contabilizadas, Sánchez aparece com 50,05% dos votos, enquanto Fujimori tem 49,94%, representando uma diferença de apenas 20 mil votos. Essa proximidade nos números gera incertezas e pode resultar em contestações que atrasem ainda mais o resultado final.
Desdobramentos e Implicações
A apuração poderá se estender até o fim do mês, dependendo do número de atas impugnadas, que incluem cerca de 450 mil votos. O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Bernardo Pachas, afirmou que a contagem pode se prolongar até o início de julho, especialmente devido à chegada das atas de áreas rurais e do exterior.
O cenário atual remete à eleição de 2021, quando o resultado final também demorou a ser divulgado, levando seis semanas para ser confirmado. Naquela ocasião, Pedro Castillo venceu Keiko Fujimori por uma margem mínima, refletindo a polarização política que persiste no país.
Os apoiadores de Sánchez comemoraram os resultados parciais, mas a candidata de direita, Keiko Fujimori, pediu cautela, afirmando que ainda há muitas atas a serem contabilizadas. Essa situação gera expectativa não apenas no Peru, mas também em outros países da América Latina, onde a instabilidade política pode ter repercussões.
A missão de observação eleitoral da União Europeia destacou que o segundo turno ocorreu de maneira tranquila, apesar da polarização. A chefe da missão, Annalisa Corrado, pediu paciência aos candidatos e à população, ressaltando a importância de aguardar a proclamação oficial dos resultados.
O vencedor da eleição, que deve ser conhecido em breve, assumirá o cargo em 28 de julho, substituindo o presidente interino José María Balcázar. A escolha do novo líder peruano terá impactos significativos nas relações do país com o Brasil e outras nações da região, especialmente em temas como comércio e política externa.











