O programa Revista Brasil completa 40 anos nesta quinta-feira (6). Ao longo de quatro décadas, a atração levou informação em profundidade e de forma dinâmica, conectando diferentes regiões do país.
Valter Lima está à frente do programa desde o início, em 1986. Segundo ele, a proposta era abordar temas políticos, econômicos, sociais, internacionais e humanísticos, com uma produção que não se limitava a Brasília: também havia transmissões do Rio de Janeiro e do Amazonas.
Inicialmente chamado Revista Nacional, o programa era exibido das 8h às 10h e manteve esse nome de 1986 a 1998. Naquele ano, a direção retirou o termo “Nacional”, e a atração passou a se chamar Revista Brasil.
Valter Lima afirma ter orgulho de participar de um capítulo importante da comunicação pública. Entre os desafios lembrados por ele está a cobertura das discussões dos parlamentares para a elaboração da Constituição de 1988.
O jornalista também destaca a cobertura da primeira epidemia de cólera no país, em 1991, quando a equipe esteve em diferentes pontos da Amazônia. No ano seguinte, o programa acompanhou a Eco 92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de junho.
Na década de 1990, a equipe também acompanhou a segunda visita do papa João Paulo II ao Brasil. O programa integrou a equipe de jornalistas que viajou no avião contratado pelo Palácio do Planalto para acompanhar o pontífice durante a passagem pelo país, até o embarque dele de volta para a Itália, em Salvador.
A chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes foram mortos em frente à igreja localizada no centro do Rio de Janeiro, também marcou a trajetória do programa.
O repórter Aécio Amado, que se aposentou recentemente, participou do primeiro dia do Revista Brasil. Ele recorda a intensa participação de profissionais do Palácio do Planalto, dos ministérios e do Supremo Tribunal Federal, além de coberturas como o incêndio do Edifício Andorinha e o naufrágio do Bateau Mouche, no Rio de Janeiro.
Nos bastidores, Fátima Araújo, que chegou à empresa em 1977, lembra a quantidade de cartas enviadas pelos ouvintes. Algumas chegavam perfumadas, com talco, dinheiro e até supostos “pós de ouro da Amazônia”. Em um concurso para premiar a cidade que enviasse o maior número de cartas, um caminhão chegou carregado de correspondências.
Atualmente, as mensagens dos ouvintes são recebidas por meios eletrônicos. A rotina, no entanto, continua intensa. O programa é transmitido diariamente das 10h ao meio-dia.











