A empresa estadunidense Elea anunciou um investimento de US$ 550 milhões (R$ 2,8 bilhões) para a construção do Rio AI City, um campus de data centers que será instalado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. O prefeito Eduardo Cavaliere fez o anúncio durante o Web Summit Rio, um dos maiores eventos de tecnologia da América do Sul, realizado em 9 de junho de 2026.
O projeto tem como meta alcançar uma capacidade de geração de até 3,2 gigawatts até 2032. Cavaliere destacou que a combinação de recursos hídricos, conectividade por cabos submarinos e a formação de talentos locais são fundamentais para o sucesso do empreendimento.
Educação como parte da estratégia para formação de profissionais
O prefeito enfatizou a importância da educação voltada para STEM — Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Atualmente, 312 escolas do município já implementaram programas de robótica e programação desde os primeiros anos de ensino. “É essencial aprender matemática, mas também português, para executar bem os prompts”, afirmou Cavaliere.
O investimento em educação já mostra resultados, com um crescimento de 12% no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais, conforme o relatório de 2024. Essa formação é crucial para preparar os jovens para as novas demandas do mercado de trabalho.
Crescimento do Web Summit Rio
Durante a coletiva, Paddy Cosgrove, fundador do Web Summit, destacou que o evento tem crescido cerca de 20% ao ano desde sua primeira edição no Brasil, há quatro anos. Ele comparou o Rio a Lisboa, afirmando que cidades com qualidade de vida atraem e retêm talentos.
O evento deste ano deve reunir cerca de 40 mil participantes de mais de 100 países, incluindo investidores e empreendedores de startups. O Rio de Janeiro se posiciona como uma porta de entrada para a América Latina, atraindo o interesse de empresas internacionais.
No entanto, o evento também trouxe à tona críticas ao Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil. Especialistas como Bruno Lewicki, da OpenAI, e o advogado Ronaldo Lemos expressaram preocupações sobre a tramitação do PL 2338/2023, ressaltando a necessidade de uma regulamentação que valorize o potencial dos desenvolvedores brasileiros.











