Lariisa Nara Rezende, de 42 anos, exibia em suas redes sociais uma rotina repleta de viagens internacionais e roupas de grife, além de uma vida financeira aparentemente estável. Ela era proprietária de uma loja de roupas em Uberaba.
Embora morasse em Uberaba, Larissa estava residindo em Londres, no Reino Unido, até ser presa na última sexta-feira (5) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A prisão ocorreu durante a Operação Cerco Fechado, que contou com a colaboração da Polícia Militar de Minas Gerais e da Polícia Federal.
A detenção foi resultado de um trabalho de inteligência que monitorou os deslocamentos de Larissa entre o Brasil e a Europa. Já havia um mandado de prisão definitiva contra ela, emitido pela 1ª Vara Criminal e Juizado Especial Federal Adjunto de Uberaba em março de 2026, mas isso não impediu que continuasse a postar sobre suas viagens e estilo de vida luxuoso.
A Polícia Federal informou que a rotina de Larissa era uma fachada para disfarçar a origem de seu dinheiro. A investigação sobre ela teve início há 13 anos, quando foi flagrada transferindo R$ 250 mil em espécie para um suspeito de tráfico em uma rodovia federal.
De acordo com o capitão da PMMG, Veríssimo, Larissa já era alvo de investigações por tráfico de drogas desde 2013. A apuração revelou que ela havia expandido suas atividades criminosas do Triângulo Mineiro para a Europa. A reportagem tentou contato com o advogado de Larissa, mas não obteve retorno até o momento.
Recentemente, Larissa foi incluída na lista vermelha da Interpol, um alerta global que visa localizar e prender provisoriamente indivíduos procurados, facilitando sua extradição.











