A plataforma Rumble e a Trump Media & Technology Group, associada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitaram à Justiça Federal da Flórida que declare a revelia do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O pedido foi feito em resposta a decisões do juiz que bloquearam perfis em redes sociais, levantando questões sobre liberdade de expressão e jurisdição internacional.
A revelia ocorre quando o réu não apresenta defesa no prazo estipulado, permitindo que o processo siga sem sua participação. No sistema judicial americano, isso é formalizado através do entry of default, embora não signifique uma condenação automática. O juiz ainda precisa avaliar os pedidos das partes envolvidas antes de tomar uma decisão final.
Contexto da Ação
As empresas alegam que Moraes foi notificado por e-mail, conforme autorização de um tribunal dos EUA, mas não respondeu à ação até o prazo final, que expirou em 15 de junho. Os advogados argumentam que o silêncio do ministro é uma violação de suas obrigações legais, uma vez que ele foi devidamente citado.
Além disso, a petição acusa Moraes de evitar notificações ao longo do processo, afirmando que a Justiça dos EUA permitiu a notificação por e-mail após tentativas frustradas de citação. Essa situação levanta questões sobre a eficácia da comunicação entre jurisdições e a responsabilidade dos réus em processos internacionais.
Outro ponto importante é a tentativa do Estado brasileiro de intervir na ação. Os autores argumentam que a Advocacia-Geral da União não representa Moraes e que a intervenção do governo não corrige sua ausência de resposta. Essa questão pode ter implicações significativas para a soberania do Brasil e a independência do Judiciário.
Com base nos argumentos apresentados, Rumble e Trump Media buscam que a corte reconheça a revelia de Moraes, permitindo que tomem as medidas legais cabíveis. O desdobramento desse caso pode impactar não apenas as relações entre Brasil e Estados Unidos, mas também a forma como as decisões judiciais são respeitadas em um contexto global.
A ação levanta preocupações sobre a liberdade de expressão, especialmente em um momento em que as plataformas digitais desempenham um papel crucial na disseminação de informações. O resultado desse processo pode influenciar a maneira como governos e empresas lidam com a regulação de conteúdo online e a proteção dos direitos individuais em diferentes países.











