A safra de noz-pecã no Brasil pode crescer, mas os preços devem se manter estáveis, conforme projeções do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). A expectativa de aumento na produção não deve impactar negativamente o mercado, tanto interno quanto externo, devido à demanda consistente e à baixa disponibilidade de estoques nos principais países produtores.
Produção nacional em alta
O IBPecan estima que a produção de noz-pecã nesta safra deve variar entre 6,5 mil e 7 mil toneladas. Esse crescimento é resultado de uma maior produtividade nos pomares e da recuperação do setor, que sofreu com perdas climáticas em anos anteriores, especialmente as enchentes de 2024.
Esse aumento na produção representa um momento de recuperação para a pecanicultura brasileira, que está se consolidando no mercado internacional com uma oferta mais regular.
Demanda externa e estabilidade de preços
A demanda externa aquecida é um dos principais fatores que sustentam a estabilidade dos preços. Apesar do aumento da oferta, o IBPecan aponta que a combinação de uma demanda firme e a abertura de novos canais de exportação criam um ambiente favorável para a comercialização da noz-pecã.
Claiton Wallauer, presidente do IBPecan, destaca que a situação internacional é crucial para manter os preços em um patamar estável, mesmo com a produção em alta.
Qualidade e logística como fatores críticos
Embora o cenário seja positivo, a qualidade da produção será um fator decisivo para a manutenção dos preços. O excesso de chuvas desde a primavera aumentou a incidência de doenças nos pomares, exigindo atenção redobrada dos produtores no manejo fitossanitário.
Além disso, a eficiência na colheita e no processamento das nozes será fundamental para garantir a qualidade dos lotes e o acesso a mercados mais exigentes, impactando diretamente os preços obtidos pelos produtores.











