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Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026
Imagem: Reprodução
Agro

Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026

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A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve enfrentar uma nova retração em 2026, impactada por custos elevados e a influência do fenômeno El Niño. A semeadura já começou, mas as condições climáticas e econômicas estão gerando incertezas entre os produtores.

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a expectativa é de uma redução significativa na área cultivada em relação ao ciclo anterior. Isso pode afetar diretamente o planejamento das lavouras e a produção do cereal, um dos principais na economia gaúcha.

Desafios climáticos e econômicos para os produtores

As condições de tempo seco têm favorecido o manejo do solo, mas a baixa umidade está dificultando a germinação das sementes. Produtores estão ansiosos por chuvas regulares, essenciais para o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, os custos elevados de produção e a baixa rentabilidade do trigo estão pressionando a decisão dos agricultores. Muitos têm optado por antecipar a semeadura em áreas sem financiamento, buscando evitar os períodos de chuvas intensas na primavera.

As regiões gaúchas apresentam um comportamento desigual na semeadura. Enquanto na Fronteira Oeste o avanço é lento, na Campanha os produtores aproveitam o clima seco para preparar o solo, com previsão de um plantio mais intenso no final de junho.

Na Serra Gaúcha, o plantio ainda não começou, mas as expectativas são de que ocorra entre a segunda quinzena de junho e início de julho. A projeção inicial aponta uma retração de cerca de 30% na área cultivada nessa região.

Além das dificuldades climáticas, mudanças estruturais estão afetando a produção. Com o incentivo de empresas do setor energético, alguns produtores estão migrando para culturas alternativas, como canola e carinata, em busca de maior previsibilidade econômica.

A combinação de fatores climáticos, econômicos e estruturais reforça a expectativa de uma safra de trigo menor em 2026. O comportamento das chuvas nas próximas semanas será crucial para determinar o ritmo final da semeadura e o tamanho da produção gaúcha.

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