A safrinha de milho 2026 avança no Centro-Sul do Brasil, com a colheita atingindo 4,4% da área cultivada até o início de junho, segundo a AgRural. Esse avanço é significativo em comparação aos 2,4% da semana anterior e aos 1,9% do mesmo período da safra passada, indicando um desempenho promissor para a produção nacional.
Mato Grosso, o maior produtor do país, lidera a colheita, beneficiado por condições climáticas favoráveis. O estado deve novamente representar uma parcela considerável da produção brasileira, enquanto Paraná e Mato Grosso do Sul começam a participar da colheita, embora em ritmos distintos.
Desafios e Oportunidades na Colheita
No Paraná, a colheita avança lentamente devido à alta umidade, dificultando a entrada das máquinas no campo. Em Mato Grosso do Sul, a colheita começou em áreas isoladas, aumentando a participação da região Centro-Oeste na oferta nacional de milho.
Apesar do bom desempenho em Mato Grosso, a AgRural revisou para baixo as estimativas de produção em Goiás, Minas Gerais e São Paulo, devido à estiagem que afetou o potencial produtivo. No entanto, as perdas foram parcialmente compensadas pelos resultados positivos em outras áreas, especialmente em Mato Grosso.
A produção da safrinha deve alcançar 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas em relação à projeção anterior. Esse ajuste é considerado pequeno, reforçando a expectativa de ampla oferta para o mercado interno e exportações.
Com a soma das safras, a produção total de milho na temporada 2025/26 pode chegar a 139,9 milhões de toneladas, um aumento em relação à estimativa anterior. Se confirmado, esse número consolidará uma das maiores colheitas de milho da história do Brasil, fortalecendo sua posição como um dos principais exportadores globais.
O mercado está atento ao aumento da oferta e seu impacto sobre os preços internos. A demanda da indústria de etanol de milho e o consumo do setor de proteína animal serão fatores decisivos para a formação dos preços no segundo semestre, enquanto a nova safra promete ampliar a disponibilidade do cereal tanto para o consumo doméstico quanto para o mercado internacional.











