Kassio nega pedido para barrar ‘Dark Horse’ na eleição
Imagem: Reprodução
Brasil

Kassio nega pedido para barrar ‘Dark Horse’ na eleição

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, negou nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, um pedido do deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, para proibir a exibição do filme Dark Horse, uma produção de propaganda favorável ao pré-candidato Jair Bolsonaro (PL) durante o período eleitoral. A decisão permite que o filme seja lançado em setembro, sem restrições judiciais imediatas.

A representação apresentada ao TSE argumentava que a disputa eleitoral não deveria ser influenciada por investimentos externos significativos, como os 61 milhões de reais supostamente aportados por Daniel Vorcaro, do Banco Master, por meio do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Os autores do pedido alegaram que tal financiamento poderia configurar abuso de poder econômico e propaganda antecipada.

Decisão do TSE e suas Implicações

Kassio Nunes Marques justificou a negativa ao pedido afirmando que os autores não tinham legitimidade ativa para protocolar ações relacionadas à propaganda eleitoral antecipada. Essa decisão gerou críticas, pois impede que cidadãos comuns possam questionar práticas que consideram irregulares no contexto eleitoral.

A dupla que fez o pedido expressou descontentamento com a decisão, afirmando que Kassio evitou discutir o mérito da questão. Eles consideram preocupante a restrição à capacidade de qualquer cidadão de provocar as instituições competentes em casos de interesse público.

Em resposta, Correia e Carvalho anunciaram que pretendem acionar a Procuradoria-Geral da República para que analise os elementos apresentados e, se necessário, provoque a atuação da Justiça Eleitoral. Eles buscam garantir que a questão seja discutida e apreciada pelo TSE.

A situação levanta questões sobre o financiamento de campanhas eleitorais e a influência de recursos externos nas eleições, temas que têm ganhado destaque no cenário político brasileiro. O desdobramento desse caso poderá impactar não apenas a corrida presidencial, mas também a percepção pública sobre a transparência e a ética nas eleições.

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