A 61ª edição do São Paulo Fashion Week reuniu, entre 13 e 18 de outubro, mais de 20 marcas brasileiras em desfiles realizados na capital paulista. Com coleções voltadas ao verão 2027, o evento combinou ousadia, memória e experimentação, reunindo grifes consagradas, como À La Garçonne, Herchcovitch; Alexandre e João Pimenta, e estreantes, como Ammi e Hisha.
Apesar das diferentes referências apresentadas nas passarelas, alguns elementos apareceram em mais de uma coleção. Entre eles estão roupas de lingerie, transparências, faixas-smoking, códigos vitorianos e corsets.
Roupas de lingerie
As peças íntimas ganharam protagonismo nos desfiles. Na coleção de verão de Alexandre Herchcovitch, vestidos de lingerie, tops de renda, saias transparentes e recortes que deixavam a pele à mostra exploraram a relação entre fetichismo e romance.
A Forca também revisitou a proposta em uma passarela improvisada no estacionamento do Estádio do Pacaembu. Tops, blusas e corsets com referências à lingerie apareceram ainda nas coleções de Artemisi, Hisha e À La Garçonne.
Entre os produtos indicados para inspiração estavam um top acetinado de gola V, da À La Garçonne; um body de renda Eloise, da Loungerie; um vestido midi acetinado com renda, da Zara; a blusa Picasso com acabamento de renda, da Seen Users; e uma calça com renda e babados, da Amir Slama.
Transparências
Tule, organza, chiffon, musseline e renda foram usados para revelar a pele em blusas, calças, saias e vestidos. A tendência apareceu nos desfiles de Herchcovitch; Alexandre, Catarina Mina, Foz, Handred, Aluf e Hisha.
Sobreposições e modelagens fluidas mostraram maneiras de adotar a transparência com sofisticação. A proposta é equilibrar as peças transparentes com outras roupas que façam contraponto no visual.
Entre as peças sugeridas estavam um body de crepe com estampa de poás, da Elisabetta Franchi; a calça Cântaro, de organza de seda, da Catarina Mina; a blusa Francesca de seda, da Le Lis; e a saia longuete Perla, da Lilly Sarti.
Faixas-smoking
Também chamada de cummerbund, a faixa-smoking se destacou como acessório para acinturar a produção. Depois de aparecer nas passarelas internacionais, o item foi adotado por marcas brasileiras como Lilly Sarti, Normando, Handred, Cria Costura e João Pimenta.
As versões apresentadas foram usadas tanto em looks retos quanto em produções volumosas, reforçando a versatilidade da peça. Entre as opções para inspiração estavam a cummerbund violeta, da Dois Maridos; a faixa-smoking marrom, da Stella Bastos; a faixa-cinto acetinada, da Emporio Armani; e o cinto faixa-smoking, da Angelica Bucci.
Códigos vitorianos
Golas rufo, mangas bufantes, babados e saias volumosas sustentadas por crinolinas trouxeram referências da era vitoriana às passarelas. A estética foi reinterpretada por Herchcovitch; Alexandre, Foz, Aluf, Ammi, Sou de Algodão + Ronaldo Fraga e Artemisi.
Os elementos apareceram principalmente em saias e vestidos estruturados, além das tradicionais golas altas, em uma aposta no maximalismo dramático. Entre as peças indicadas estavam a blusa Nice, de gola alta e amarração, da Hamza; o vestido curto Juliette, de cetim e seda, da Ulla Johnson; a blusa Estelle, de gola alta com babados, da Thelatest; e a saia Generous, da Patou.
Corsets
O corset, peça marcante do guarda-roupa feminino, manteve presença no SPFW mesmo após ser associado ao desconforto e à opressão estética. Nesta edição, a silhueta marcada apareceu em diferentes proporções, tecidos e propostas de ready-to-wear.
A peça esteve nas coleções artesanais de Artemisi, Aluf, Ammi e Hisha, no streetwear da Dendezeiro e na alfaiataria de Normando e João Pimenta. Entre os produtos sugeridos estavam os corsets Duma, da Hisha; Navegante, da Aluf; Crystal, da Artemisi; Scarlett, da Manière De Voir; e Jiska, da Isabel Marant.
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