O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta quarta-feira (6), ao julgamento da lei que regulamenta a distribuição de royalties do petróleo entre estados e municípios. A decisão pode impactar significativamente a arrecadação de recursos por diversas regiões do Brasil.
Em março de 2013, a ministra Cármen Lúcia suspendeu liminarmente partes da Lei 12.734/2012, conhecida como Lei dos Royalties. O julgamento atual visa decidir se essa suspensão será mantida ou se as regras de distribuição serão validadas.
Durante a sessão, os ministros ouviram as sustentações orais dos procuradores dos estados que estão diretamente envolvidos na partilha dos royalties. A expectativa é que a decisão final traga mais clareza sobre a distribuição dos recursos, que tem gerado controvérsias ao longo dos anos.
Desdobramentos do Julgamento
Amanhã, o julgamento será retomado com o voto da relatora e dos demais ministros. Cármen Lúcia explicou que a demora para a realização do julgamento se deve à complexidade do caso, que é considerado um dos mais sensíveis de seu gabinete.
O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, ressaltou a necessidade de uma decisão definitiva, apontando distorções no modelo atual. Mendes destacou que alguns municípios estão recebendo menos recursos do que deveriam, o que gera um desarranjo no sistema.
Em 2013, o estado do Rio de Janeiro, que protocolou a ação, argumentou que a Lei dos Royalties violava a Constituição ao interferir em receitas comprometidas e contratos já assinados. O estado alegou perdas que poderiam ultrapassar R$ 27 bilhões até 2020.
O desfecho deste julgamento é aguardado com expectativa, pois poderá redefinir a forma como os royalties do petróleo são distribuídos, impactando diretamente a economia de diversos estados e municípios brasileiros.











