O mercado do cacau começa a se recuperar após anos de instabilidade, com a safra 2024/25 projetando um superávit de 48 mil toneladas. Essa mudança é um alívio para a cadeia produtiva, que enfrentou um déficit significativo na safra anterior, segundo a Organização Internacional do Cacau (ICCO).
A produção global deve atingir cerca de cinco milhões de toneladas, embora o setor ainda enfrente riscos climáticos e desafios estruturais. A Costa do Marfim, maior produtora mundial, prevê um crescimento de 10,5% na safra 2025/26, mas problemas como o envelhecimento das lavouras e doenças permanecem como preocupações.
Indústria brasileira se adapta e cresce com tecnologia
No Brasil, a produção de chocolates também apresenta crescimento, passando de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB). Esse avanço é impulsionado pela adoção de tecnologias que garantem a qualidade do produto, mesmo diante das variações na matéria-prima.
Processos químicos desempenham um papel crucial na padronização do chocolate. Renan Coelho, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, destaca que a qualidade do chocolate não depende apenas do cacau, mas da capacidade da indústria de lidar com suas variações naturais.
O processo de alcalinização do cacau, por exemplo, melhora características como sabor e cor, permitindo uma melhor aplicação industrial. Isso é essencial para garantir que o consumidor encontre um produto consistente, independentemente das oscilações do mercado.
Além do chocolate em barra, a padronização se estende a diversos produtos alimentícios, como achocolatados em pó, sorvetes e biscoitos. A estabilidade de cor, sabor e dissolução é fundamental para a produção em larga escala, refletindo a importância da química na indústria alimentícia.
Com a recuperação da oferta global de cacau, a química aplicada continua sendo vital para a indústria. A inovação ocorre nos bastidores, garantindo que o consumidor final receba um produto de qualidade, mesmo em um cenário de volatilidade no mercado agrícola.











