O mercado de trigo no Brasil e no exterior está em alta, impulsionado por uma oferta restrita e uma demanda crescente. No Sul do país, a escassez de trigo de qualidade tem elevado os preços, enquanto na Bolsa de Chicago, as cotações dispararam com a expectativa de aumento nas compras da China de produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Segundo a análise da TF Agroeconômica, a situação no Rio Grande do Sul é crítica, com moinhos enfrentando dificuldades para encontrar trigo de melhor padrão industrial. Isso tem levado a uma disputa acirrada entre os compradores, resultando em preços que chegam a R$ 1.500 por tonelada CIF para lotes premium.
Expectativas para a próxima safra
A expectativa para a próxima safra no Rio Grande do Sul não é animadora. A área plantada deve ser reduzida em mais de 25%, e os investimentos em adubação podem cair até 60%. Esses fatores podem impactar diretamente a produtividade e a qualidade do trigo, afetando ainda mais o mercado.
Em Santa Catarina, o cenário é mais equilibrado, com preços do trigo local subindo para R$ 1.350 por tonelada FOB. O estado recebe trigo tanto da produção local quanto do Paraná e do Rio Grande do Sul, o que ajuda a manter uma oferta mais estável.
No Paraná, apesar de os preços se manterem firmes, o ritmo de negócios é lento. As cotações variam entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, com embarques programados entre maio e julho. A oferta de trigo para entrega em junho está sendo negociada a R$ 1.450, mas a movimentação ainda é tímida.
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago viu um aumento significativo nas cotações, com contratos futuros subindo mais de 4%. A combinação de uma demanda aquecida e preocupações climáticas nos Estados Unidos tem gerado incertezas sobre a produção de trigo, o que pode afetar ainda mais o mercado global.
Para o produtor rural, a valorização do trigo pode representar uma oportunidade, mas também traz desafios, especialmente em relação à qualidade do produto e à concorrência com importações. Para o consumidor, o aumento nos preços pode refletir em custos mais altos para produtos derivados do trigo, impactando a economia local.











