O mercado de trigo no Brasil apresenta um cenário de cautela nas principais regiões produtoras do Sul, com preços ajustados e negociações limitadas. Enquanto isso, o mercado internacional, especialmente na Bolsa de Chicago, tem mostrado uma tendência de alta, impulsionada por expectativas de crescimento na demanda global pelo cereal.
No Rio Grande do Sul, a cotação do trigo tipo pão gira em torno de R$ 1.350 por tonelada, com entrega programada para julho. Os moinhos estão abastecidos para o curto prazo, mas a baixa atividade industrial e a preocupação com a próxima safra, devido aos altos custos de produção e riscos climáticos, têm gerado incertezas entre os produtores.
Santa Catarina e Paraná enfrentam desafios semelhantes
Em Santa Catarina, as transações de trigo permanecem restritas, com preços de R$ 1.360 por tonelada para trigo-pão e R$ 1.400 para trigo melhorador. Os valores estão abaixo do custo de reposição do cereal importado, o que dificulta a competitividade do produto local.
No Paraná, a liquidez do mercado é baixa, com poucos negócios fechados a R$ 1.420 por tonelada na região dos Campos Gerais. A expectativa para a safra 2026 varia entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB, refletindo a incerteza que permeia o setor.
Enquanto isso, o mercado internacional se mostra mais dinâmico. Os contratos futuros de trigo na Bolsa de Chicago encerraram a quarta-feira em alta, com preços atingindo US$ 5,96 por bushel. Essa valorização é impulsionada por fatores como a aprovação de redução de tarifas pela União Europeia e a demanda crescente de países como a Argélia.
As tensões geopolíticas também influenciam o mercado, com declarações de líderes mundiais levantando preocupações sobre a estabilidade das cadeias de abastecimento. Isso mantém os investidores em alerta, enquanto os produtores brasileiros avaliam as oportunidades comerciais diante de um cenário global volátil.











