O mercado de trigo no Sul do Brasil está em alta, impulsionado pela oferta restrita de produtos de qualidade superior e pela valorização dos lotes da safra anterior. A cautela dos produtores, diante de custos elevados e incertezas climáticas, também tem contribuído para essa tendência de valorização.
Conforme dados da TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul se destaca com preços elevados, enquanto Santa Catarina e Paraná acompanham essa movimentação. No estado gaúcho, os moinhos estão oferecendo entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada CIF para o trigo tipo pão.
Desafios e Oportunidades no Setor
A escassez de trigo melhorador no Rio Grande do Sul tem levado compradores a aceitar lotes com menor qualidade, o que reflete a resistência dos produtores em negociar. O preço de balcão em Panambi já alcançou R$ 65,04 por saca, evidenciando a menor disponibilidade do cereal.
Para a próxima safra, há uma crescente expectativa de redução na área plantada com trigo. Os altos custos de produção e as incertezas climáticas, especialmente com a possibilidade de El Niño, estão fazendo com que os produtores considerem alternativas como canola e milho precoce.
Em Santa Catarina, os preços também estão em ascensão, variando entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. Enquanto isso, no Paraná, a demanda por trigo de qualidade superior continua, com negócios sendo realizados a preços que variam conforme a região.
No cenário internacional, o mercado de trigo enfrenta pressão com chuvas nos Estados Unidos, que melhoraram as condições de algumas lavouras. Contudo, analistas alertam que os danos anteriores ainda podem impactar a produção, refletindo uma situação de incerteza.
Além disso, a Ucrânia projeta uma colheita robusta, contribuindo para a expectativa de maior oferta global de trigo. Com isso, o mercado deve continuar a monitorar tanto as condições climáticas quanto as dinâmicas de produção nos principais países produtores.











