O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, manter a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, até 2030. A condenação se deve a contratações irregulares durante sua gestão, e também foi confirmada a inelegibilidade do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar.
A decisão do TSE não encerra a discussão sobre a realização de eleições para o governo interino do Rio. O Supremo Tribunal Federal (STF) terá a palavra final sobre se as eleições serão diretas ou indiretas.
Contexto das Condenações
Em março, Castro foi condenado após um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) que apontou irregularidades na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Essas irregularidades ocorreram durante a campanha eleitoral de 2022.
O MPE alegou que Castro obteve vantagens eleitorais ao contratar servidores temporários sem a devida legalidade e ao descentralizar recursos para projetos sociais, o que resultou em gastos de R$ 248 milhões para a contratação de 27.665 pessoas.
Com a renúncia de Castro ao cargo, ele busca se candidatar ao Senado, uma manobra que pode influenciar a realização de eleições indiretas, ao invés de diretas, para o governo interino.
A eleição indireta seria feita por meio dos votos dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), enquanto a eleição direta envolveria o voto popular. A necessidade de uma nova eleição se torna urgente, já que o estado está sem vice-governador desde 2025.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, ocupa interinamente o cargo de governador. A situação política do estado continua em ebulição, com a expectativa de que o STF se pronuncie em breve sobre o futuro das eleições no Rio.











