A Prefeitura de Uberlândia investiu R$ 2,4 milhões na elaboração de estudos que vão definir o modelo de uma futura concessão dos terminais de transporte público urbano e do Terminal Rodoviário de Uberlândia.
Uma portaria do secretário municipal de Trânsito e Transportes, Paulo Romes Junqueira, publicada nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial do Município, detalha designações relacionadas ao contrato nº 381/2026. O acordo foi firmado entre a Prefeitura e a Pezco Consultoria, empresa contratada para elaborar os estudos.
O trabalho tem como objetivo preparar o município para o fim dos contratos atualmente vigentes, previsto para 2027, além de definir como os equipamentos poderão ser administrados, operados, mantidos, requalificados e explorados economicamente no próximo ciclo contratual.
Segundo o diretor de Parcerias Público-Privadas da Prefeitura de Uberlândia, José Júnior Alves, a primeira etapa começou nesta terça-feira (29) e será conduzida pela Pezco Consultoria. “O trabalho terá como objetivo fazer um diagnóstico da estrutura, da operação, das necessidades dos usuários e do potencial de geração de receitas dos equipamentos”, afirmou.
Atualmente, cinco dos principais terminais de ônibus são administrados pela iniciativa privada. Os contratos estão próximos de completar 30 anos e têm previsão de encerramento entre julho e agosto de 2027. O contrato do Terminal Rodoviário termina em dezembro do mesmo ano.
Além dos cinco terminais administrados pela Companhia de Administração de Terminais Urbanos e Centros Comerciais (Comtec), Uberlândia tem outros três terminais geridos diretamente pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran) e um Terminal Sul, que está em construção. O Terminal Umuarama é administrado pela iniciativa privada.
A intenção do município é avaliar a inclusão de todos esses equipamentos no novo ciclo contratual. Conforme José Júnior Alves, o fim dos contratos atuais abre espaço para que a Prefeitura repense o modelo de gestão e estabeleça novas regras para os próximos anos.
Ainda não está definido se será realizada uma licitação global, por lotes ou individual para cada terminal. “Essa definição, se vai ser uma licitação global para todos os terminais, em lote ou individual, quem vai definir isso vão ser os estudos”, explicou o diretor.
Um dos fatores analisados será a capacidade de cada terminal de gerar receitas. Equipamentos com maior potencial econômico poderão ajudar a viabilizar investimentos em locais com menor capacidade de arrecadação.
A Rodoviária também passará pelo processo de estudos. Ainda será avaliado se ela terá uma concessão própria, se será integrada ao modelo dos terminais de ônibus ou se os dois equipamentos poderão ser administrados pela mesma empresa. Atualmente, o terminal é administrado pela TRICON – Triângulo Concessões S/A.
A diretriz inicial da Prefeitura é que os investimentos sejam realizados pelo parceiro privado, sem aporte financeiro do município. Essa condição, porém, ainda poderá ser alterada durante os estudos. Os futuros editais deverão definir as obras e melhorias obrigatórias, além das responsabilidades pela operação, manutenção e pelos padrões de qualidade dos terminais.
Também poderá ser autorizada a realização de investimentos adicionais para geração de receitas, como a instalação de lojas e outras atividades comerciais, desde que previstas no modelo de concessão.
A expectativa é que os estudos sejam concluídos em aproximadamente seis meses. Nesse período, serão avaliadas as condições físicas e operacionais dos equipamentos e projetadas as necessidades de investimentos para os próximos anos.
Depois dessa etapa, o município pretende realizar uma consulta ao mercado com possíveis empresas interessadas. O projeto poderá ser ajustado após essa consulta e, posteriormente, será aberta uma licitação para definir os futuros concessionários.
O prazo dos novos contratos ainda não foi estabelecido. De acordo com José Júnior Alves, a duração dependerá do volume de investimentos e do tempo necessário para que as empresas recuperem os recursos aplicados. A expectativa é que, após o encerramento dos contratos atuais em 2027, os novos concessionários assumam a operação, a infraestrutura e os investimentos dos terminais de ônibus e da Rodoviária.











