A União Europeia (UE) oficializou, nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, a proibição da importação de carne brasileira, devido ao não cumprimento das normas relativas ao uso de antimicrobianos na pecuária. A restrição entrará em vigor a partir de 3 de setembro deste ano, impactando diretamente o setor agropecuário do Brasil.
A Comissão Europeia destacou que não recebeu informações suficientes que comprovem que o Brasil implementou as medidas exigidas pela legislação europeia. Entre os produtos afetados estão a carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas, que anteriormente eram comercializados com o bloco.
Regras e Impactos no Comércio
As normas da UE proíbem o uso de antimicrobianos em animais para fins de crescimento ou aumento da produção. Além disso, os tratamentos com antimicrobianos reservados para infecções humanas também são vetados, como parte de uma estratégia para combater a resistência microbiana e o uso excessivo de antibióticos.
A União Europeia representa um mercado significativo para as exportações brasileiras. Em 2025, as vendas de carne para os 27 países do bloco alcançaram 1,8 bilhão de dólares, tornando-se o segundo maior destino das exportações de carne do Brasil, que totalizaram 31,8 bilhões de dólares no ano.
O veto ocorre em um contexto de crescente pressão sobre a política agrícola da UE, especialmente após críticas de setores como o agrícola e da França, em relação ao acordo de livre comércio com o Mercosul. Este acordo, que entrou em vigor em 1º de maio, ainda aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.
Com a nova proibição, o Brasil enfrenta um desafio adicional para manter sua posição no mercado internacional de carnes. A expectativa é que o governo brasileiro busque alternativas para atender às exigências da UE e reverter a situação antes do prazo estipulado.











