A Universidade de São Paulo (USP) está dando passos importantes para a inclusão de pessoas com deficiência (PcD) em seu vestibular. Um grupo de trabalho foi criado para definir as diretrizes que permitirão a reserva de vagas para esse público nas seleções da Fuvest, Provão Paulista e Enem-USP, com início previsto para o vestibular de 2028.
A medida é uma resposta à Lei 18.167, que determina a reserva de vagas para PcD em instituições estaduais de ensino superior em São Paulo. Além da reserva, a legislação também assegura que, se necessário, os candidatos aprovados terão direito a um acompanhante especializado durante o processo de ingresso.
Composição do Grupo de Trabalho
O grupo de trabalho é formado por representantes da Pró-Reitoria de Graduação, da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, além de especialistas e coletivos de pessoas com deficiência da USP. Com um prazo de 120 dias, o grupo irá analisar a legislação vigente e discutir os critérios para a reserva de vagas, culminando na elaboração de uma minuta de resolução.
A primeira reunião do grupo ocorreu em 16 de abril, com a presença de importantes figuras da administração da universidade. O processo de discussão e aprovação da proposta será rigoroso, passando por várias câmaras e conselhos antes de chegar ao Conselho Universitário, a instância máxima da USP.
O percentual de vagas reservadas será, no mínimo, equivalente ao percentual de pessoas com deficiência na população do estado, conforme dados do último censo do IBGE. Essa iniciativa não apenas promove a inclusão, mas também busca refletir a diversidade da sociedade paulista dentro do ambiente acadêmico.
Para os interessados em ingressar na USP, é importante ficar atento às atualizações sobre esse processo. A expectativa é que a resolução final seja apresentada no primeiro semestre de 2027, permitindo que os candidatos se preparem adequadamente para as novas diretrizes.
A inclusão de PcD no vestibular da USP é um passo significativo para a promoção da igualdade de oportunidades no ensino superior. Com essa iniciativa, a universidade reafirma seu compromisso com a diversidade e a acessibilidade, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária.











