
O artista pernambucano Vertin coloca na rua seu quarto álbum de estúdio, Berro do Bode, trabalho autoral que reúne 12 faixas, atravessa diferentes ritmos e aposta em recursos de acessibilidade. Para marcar o lançamento, ele realiza duas apresentações gratuitas em março.
As apresentações acontecem na quinta (5) às 20h, no Teatro Rui Limeira Rosal, no Sesc Caruaru, e na sexta (6), também às 20h, no Teatro Geraldo Barros, no Sesc Arcoverde. Ambas têm entrada gratuita e recursos de acessibilidade. O trabalho amplia a discografia solo do artista, que agora soma quatro discos de estúdio.
Disponível nas plataformas digitais, Berro do Bode tem produção musical assinada por Vertin em parceria com Lucas Crasto. Uma das faixas é dedicada à audiodescrição da capa, ampliando o acesso para pessoas com deficiência visual. Nos espetáculos de lançamento, o público também contará com intérprete de Libras e audiodescrição.
No álbum, Vertin reúne referências que passam por valsa, reisado, toré, trupé, baião, coco, pop, rock, axé, samba, mangue e funk, além de influências do chamado Nordeste psicodélico. A faixa de abertura, Canto do Bode, traz trechos do poema Ouço Sinos, de Nelson Maca, com uma vinheta criada por meio de inteligência artificial. Já Segura o Trupé estabelece conexão direta com Arcoverde e sua tradição de samba de coco, destacando o ritmo marcado pelos pés com tamancos de madeira.
O disco também carrega parcerias de composição. Segura o Trupé foi escrita com Feiticeiro Julião;Se Você Quer Saber, com Juliano Holanda; eInto The River, com Julia Sprecher. A música Ao Tempo Que Pássara teve o piano gravado na casa de Rhaissa Bittar, em São Paulo. Na faixa-título, Berro do Bode, a voz de Nelson Maca aparece em gravação enviada por mensagem de celular, com trecho de discurso de Fidel Castro realizado na ONU em 1960.
Além de cantar, Vertin gravou contrabaixos, violões, bandolins, guitarras, piano e programações de bateria. Kell Calixto assina bateria e percussões como ganzá, surdo, tamanco, pandeirola, timbal e alfaia, enquanto Lucas Crasto contribui com contrabaixo, programação eletrônica e efeitos. Também participam do álbum João Leopoldo, Hugo Schuler, Scott Moughton, Ander Peterson e André Machado III.
Natural de Juazeiro, na Bahia, e criado em Arcoverde, no Sertão do Moxotó, Vertin construiu trajetória artística que dialoga com diferentes territórios. Formado em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, ele gravou o disco nos estúdios Sítio Terra Viva, em Arcoverde, Acervo, em São Paulo, e no estúdio de Lucas Crasto, na capital pernambucana. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Janja Gomes, no Estúdio Medusa, também em São Paulo.
Berro do Bode foi realizado com incentivo do Funcultura, por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura de Pernambuco. Ainda em 2026, o artista prevê o lançamento de conteúdos audiovisuais relacionados ao disco, incluindo clipe e material faixa a faixa.