Um recente estudo revela que o Brasil lidera a adoção de agentes de inteligência artificial nas empresas, com 18% das organizações já utilizando essa tecnologia. Esse índice supera a média global de 13%, destacando a crescente importância da IA no ambiente corporativo brasileiro.
O relatório, elaborado pelo Global Technology Office da GFT Technologies, indica que o mercado está passando por uma transição significativa. As empresas estão deixando de lado projetos experimentais para implementar soluções de IA em larga escala, focando em resultados concretos e mensuráveis.
Transformação e Vantagem Competitiva
Jonatas Leandro, Head of Global Business Development Platform LATAM da GFT Technologies, ressalta que liderar na adoção de IA não garante automaticamente a transformação das operações. A verdadeira vantagem competitiva será alcançada por aquelas organizações que souberem integrar a IA com um redesenho eficaz de processos e o empoderamento dos colaboradores.
O conceito de IA Agêntica é um dos principais destaques do estudo. Diferente da IA generativa, que apenas responde a comandos, os agentes de IA são projetados para planejar, tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma, visando alcançar objetivos específicos.
A pesquisa também aponta a evolução de tecnologias como assistentes autônomos e Kits de Desenvolvimento de Agentes (ADK) como fatores que aceleram a migração de testes pontuais para aplicações corporativas escaláveis. A GFT, por exemplo, investe na plataforma Wynxx, que orquestra agentes de IA em processos empresariais.
As organizações estão se movendo para um modelo em que a inteligência artificial não apenas automatiza tarefas, mas se torna parte da estrutura operacional. Isso implica em criar processos híbridos que integram o trabalho humano e o de agentes inteligentes desde o início.
Para que essa transformação ocorra de maneira eficaz, é essencial o redesenho dos processos corporativos e a criação de indicadores focados em retorno financeiro e produtividade. Além disso, a adaptação da força de trabalho e a integração entre diferentes agentes de IA são fundamentais para o sucesso dessa nova abordagem.
Por fim, o relatório destaca que a obtenção de resultados efetivos depende de uma abordagem “nativa ao agente”, que reformule os processos empresariais de ponta a ponta. Contudo, a disponibilidade de dados confiáveis e contextualizados continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelas organizações na implementação da IA.











