A Organização Mundial da Saúde (OMS) não descarta a possibilidade de transmissão entre humanos do hantavírus em um recente surto relacionado a um cruzeiro no Oceano Atlântico. Embora a entidade considere essa transmissão rara, está monitorando a situação com cautela, uma vez que sete dos 147 passageiros e tripulantes apresentaram sintomas da doença, resultando em três mortes confirmadas.
A suspeita inicial é de que algumas infecções possam ter ocorrido antes do embarque, mas a hipótese de transmissão entre humanos ainda está sendo investigada. Em resposta à situação, as autoridades implementaram medidas de contenção, orientando os passageiros a permanecerem em suas cabines enquanto a embarcação passa por uma desinfecção completa.
A chefe de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que o hantavírus não se comporta como doenças altamente transmissíveis, como a gripe ou a covid-19. Ela ressaltou que o risco para a população em geral é considerado baixo, o que sugere que, se houver transmissão entre humanos, ela ocorre de maneira limitada.
Atualmente, dois pacientes permanecem a bordo do navio, que está próximo à costa de Cabo Verde, aguardando evacuação aérea. Um terceiro paciente está internado na África do Sul, apresentando melhora, enquanto outro caso suspeito evolui com sintomas leves e quadro estável.
A investigação sobre a possível transmissão entre humanos ganhou força após a morte de um passageiro em abril, seguida pela morte de sua esposa. Ambos eram cidadãos holandeses. Um terceiro passageiro britânico também desenvolveu um quadro grave e foi transferido para atendimento médico na África do Sul. A OMS continua a monitorar a situação e a investigar a origem das infecções.
Pesquisadores, conforme reportado pela revista Nature, estão acompanhando o caso de perto. Embora os hantavírus não representem um risco de pandemia, episódios como esse destacam a importância da vigilância e do investimento em pesquisa científica. A infecção humana geralmente ocorre por contato com excrementos, urina ou saliva de roedores, e em raras ocasiões, pode haver transmissão entre pessoas, especialmente em contatos próximos e prolongados.











