A Volkswagen se tornou a maior acionista da Rivian, superando a Amazon, com uma participação que saltou de 8,6% para 15,9% em menos de dois anos. Essa mudança significativa foi revelada em documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) e está atrelada a uma joint venture entre as duas empresas, firmada em novembro de 2024, focada no desenvolvimento de arquitetura elétrica e software.
O investimento total da Volkswagen na Rivian chega a impressionantes US$ 5,8 bilhões, com aportes liberados conforme marcos específicos são alcançados. O primeiro aporte foi de US$ 1 bilhão, seguido por outro investimento do mesmo valor em 2025. Recentemente, a Rivian recebeu mais US$ 1 bilhão após concluir testes de inverno do modelo VW ID.EVERY1, um hatchback compacto que será o primeiro a utilizar a nova tecnologia desenvolvida em conjunto.
Impacto no Mercado de Veículos Elétricos
Com a Volkswagen agora detendo 209,7 milhões de ações da Rivian, a Amazon, que antes liderava como acionista, viu sua participação cair para 12,28%. A gigante da tecnologia foi uma das primeiras a investir na Rivian, com um aporte de US$ 700 milhões quando a empresa ainda era privada. Além de acionista, a Amazon também é cliente, tendo firmado um acordo para a produção de 100 mil vans elétricas de entrega.
A joint venture representa um momento crítico para a Rivian, que está investindo pesadamente em pesquisa e desenvolvimento. A empresa iniciou a produção do SUV médio R2 em abril e espera começar as entregas em breve. Esses esforços são essenciais para a Rivian, que busca se estabelecer em um mercado cada vez mais competitivo de veículos elétricos.
Os gastos com P&D da Rivian atingiram US$ 1,7 bilhão em 2025, um aumento em relação aos US$ 1,6 bilhão do ano anterior. Grande parte desse investimento está sendo direcionada para o desenvolvimento de tecnologias autônomas, embora a joint venture com a Volkswagen não inclua áreas como inteligência artificial e direção autônoma, que continuam sendo foco de investimento da Rivian.
O futuro da Rivian pode ser promissor, especialmente com a possibilidade de licenciar suas tecnologias a outras empresas. No entanto, a companhia já indicou que não espera alcançar um EBITDA positivo no próximo ano, devido aos altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A expectativa é que a lucratividade seja alcançada apenas após 2027, o que destaca os desafios que a empresa ainda enfrenta.
Com essa nova dinâmica no mercado, a Volkswagen e a Rivian estão se posicionando para liderar a transformação da indústria automotiva, especialmente no Brasil, onde a demanda por veículos elétricos está crescendo. A combinação de tecnologias inovadoras e investimentos substanciais pode resultar em produtos que atendam às necessidades dos consumidores brasileiros, que buscam opções mais sustentáveis e eficientes.











