A Nvidia negou nesta quinta-feira (20) a informação de que começaria a enviar à China, até o fim deste ano, um novo chip de inteligência artificial desenvolvido especialmente para o mercado chinês. Um porta-voz da empresa afirmou à Reuters que a reportagem é incorreta.
Segundo a Nvidia, a companhia não comercializa atualmente unidades de processamento de linguagem (LPUs, na sigla em inglês) na China e não tem, em seu roteiro de desenvolvimento, um produto desse tipo destinado especificamente ao mercado chinês.
A informação havia sido publicada pelo The Information, que citou dois funcionários da Nvidia. De acordo com a reportagem, a empresa planejava iniciar, até o fim de 2026, o envio de pequenos lotes de uma nova LPU. Alguns clientes chineses já teriam feito pedidos do produto.
Segundo o relato, o chip seria baseado em tecnologia licenciada da Groq e usado em conjunto com unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) para acelerar a geração de respostas de chatbots de inteligência artificial. O produto teria sido projetado para atender às regras dos Estados Unidos sobre controle de exportações.
A estratégia teria sido considerada depois que as restrições impostas pelo governo americano tornaram o sistema de IA Vera Rubin, da Nvidia, indisponível para o mercado chinês.
Nvidia busca manter presença na China
A Nvidia tem procurado alternativas para continuar atendendo clientes chineses em meio às restrições dos Estados Unidos à exportação de chips avançados de inteligência artificial para o país.
Em maio, Washington autorizou a venda dos chips H200, da Nvidia, a um grupo limitado de empresas chinesas, entre elas Alibaba, Tencent e ByteDance.
As primeiras entregas dos H200 começaram recentemente. Na quarta-feira (19), a Reuters informou que pequenos lotes dos chips já haviam chegado à China continental, mas ressaltou que não havia verificado de forma independente as informações divulgadas pelo Financial Times.
A Nvidia também vem promovendo sua CPU Vera junto a clientes chineses. Apesar dessas iniciativas, o CEO da companhia, Jensen Huang, afirmou em maio que a empresa havia “em grande parte, cedido” o mercado chinês de chips de inteligência artificial à Huawei, sua principal concorrente doméstica.
A China é um mercado importante para a Nvidia, mas a disputa tecnológica entre Washington e Pequim tem restringido o acesso das empresas chinesas aos processadores mais avançados desenvolvidos nos Estados Unidos.
A Nvidia já havia trabalhado anteriormente em versões de seus chips adaptadas às regras americanas para viabilizar as vendas à China. Em maio de 2025, a Reuters informou que a empresa ajustava o design de seus chips de inteligência artificial para que eles pudessem ser vendidos a companhias chinesas sem infringir as normas de exportação dos Estados Unidos.











