Pelo menos 14 bebês morreram nesta quarta-feira (26) em um incêndio no Instituto de Ciências Médicas do Paquistão, hospital público localizado em Islamabad, capital do país. A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif.
Segundo o ministro da Saúde, Mustafa Kamal, o fogo começou após uma explosão na ala de neonatologia. O incêndio teve início por volta das 7h (horário local), no terceiro andar da ala de saúde materno-infantil.
A emissora Geo TV informou que a explosão teria ocorrido em um aparelho de ar-condicionado e estimou o número de mortos em cerca de 15. Kamal disse que a grande quantidade de oxigênio no setor contribuiu para a propagação das chamas.
Havia 16 recém-nascidos na ala quando o incêndio começou. Um deles foi resgatado, segundo a Geo TV. A área foi isolada posteriormente, conforme relato de uma testemunha da Reuters.
Imagens exibidas pela televisão mostraram a ala destruída e escurecida pela fumaça, com equipamentos espalhados e sinais de fumaça ainda no local. Mulheres foram vistas sentadas no chão do lado de fora do hospital.
Javeria, que perdeu o recém-nascido no incêndio, afirmou que não havia médicos nem enfermeiros no setor. Segundo ela, os corpos das crianças foram levados “em caixas” e as mulheres não puderam vê-los. “Não é a vontade de Deus, eu não aceito isso”, disse.
O ministro da Saúde negou as acusações de que não havia funcionários ou médicos presentes no momento do incêndio.
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif determinou a abertura de uma investigação e suspendeu o secretário de Saúde, informou seu gabinete.
Mudasir, que também perdeu o filho, afirmou que o prédio não tinha sistemas de segurança contra incêndio nem saídas adequadas. “Todas as portas estavam fechadas; apenas uma estava aberta para que pudéssemos visitar nossos filhos”, disse. Javeria e Mudasir informaram apenas os primeiros nomes.
O Instituto de Ciências Médicas do Paquistão fica no centro de Islamabad e é um dos principais hospitais públicos da cidade, que tem cerca de 1,1 milhão de habitantes. O ex-primeiro-ministro Imran Khan foi levado brevemente ao local para um exame médico na semana passada.
O incêndio está entre os mais mortais registrados em hospitais do Paquistão nos últimos anos. A assistência médica pública no país é subsidiada, mas muitas instalações enfrentam falta de recursos e superlotação. Órgãos de fiscalização também criticam com frequência a gestão das unidades estatais.











