O dólar fechou em alta e a bolsa brasileira encerrou o pregão em queda nesta quinta-feira (5), em um dia marcado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. Segundo a Agência Brasil, com informações da Reuters, a pressão veio principalmente de Wall Street, onde ações ligadas à inteligência artificial registraram fortes perdas.
O dólar comercial avançou 0,67% e terminou a sessão cotado a R$ 5,4876. O movimento acompanhou a deterioração do cenário externo, especialmente no mercado acionário dos Estados Unidos. Investidores reduziram posições em ativos de risco, incluindo moedas de países emergentes, e buscaram proteção na moeda estadunidense.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,09%, aos 101,560 pontos.
As perdas em Wall Street ficaram concentradas principalmente em empresas de tecnologia, inteligência artificial, semicondutores e datacenters. O movimento ocorreu após a reação positiva dos mercados, na sessão anterior, aos resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O Nasdaq caiu 5,52%, para 24.315 pontos; o S&P 500 recuou 4,36%, aos 7.353,73 pontos; e o Dow Jones teve baixa de 3,44%, para 51.523,06 pontos.
No Brasil, os investidores também acompanharam a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano e as discussões sobre a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O Comitê de Política Monetária (Copom) interrompeu uma sequência de cinco cortes na taxa básica de juros.
Lula se reuniu com ministros, ex-ministros e conselheiros para discutir os rumos da economia. Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas, sem anunciar ações específicas. Ele também disse que houve convergência entre os participantes sobre o diagnóstico econômico e reiterou o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas e a melhora gradual dos resultados primários, que correspondem ao resultado das contas do governo antes dos juros da dívida.
A produção industrial brasileira também esteve no radar do mercado. O setor registrou retração de 0,8% em setembro, na comparação com agosto, e queda de 2,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,82%, aos 166.191,45 pontos. O índice chegou a iniciar o pregão em alta e se aproximou dos 169 mil pontos, atingindo a máxima de 168.994,33 pontos. A mínima foi de 166.249,09 pontos. O volume financeiro movimentado na bolsa somou R$ 31,16 bilhões.











